Voltar
Educação
2 min de leitura

Estudante relata angústia com mudanças no ensino em São Paulo

Relatório critica a privatização e a plataforma na educação estadual

Giovani Ferreira26 de maio de 2026 às 12:55
Estudante relata angústia com mudanças no ensino em São Paulo

Rafael, um aluno de 17 anos, expressa sua preocupação em se preparar para o ENEM 2026 em meio às mudanças no currículo do Ensino Médio em São Paulo, que ele aponta como uma barreira ao aprendizado.

Embora participe ativamente das aulas do 3º ano, o estudante sente que as novas diretrizes do Novo Ensino Médio limitam o aprendizado em disciplinas essenciais, como Geografia e Filosofia, em favor de conteúdos mais voltados ao empreendedorismo.

Mudanças no currículo impactam a preparação de estudantes para o vestibular.

Relatos de estudantes, como o de Rafael, alimentam um recente relatório da Plataforma Dhesca Brasil. Este documento compila experiências de professores e alunos para criticar a plataformização e a privatização da educação no estado, destacando as falhas estruturais e pedagógicas.

Precarização e Pressão no Ambiente Escolar

O relatório sugere que as metas impostas pelo governo estadual estão transformando as escolas em espaços focados em controle e desempenho. Essa dinâmica gera pressão não só sobre os estudantes, mas também sobre os professores, que enfrentam aumento na carga de trabalho e na saúde mental.

"

A escola não atingiu tal meta, tira-se esse diretor. É isso.”

Estudante entrevistado.

Contexto sobre a Educação em SP

Desde 2022, os professores temporários representam a maioria na rede estadual, o que levanta preocupações sobre a qualidade do ensino e a valorização profissional.

Desafios com o Uso de Dados

O uso de plataformas educacionais levanta questões sobre a privacidade dos alunos. A coleta de dados pessoais torna-se uma preocupação, especialmente quando a legislação exige consentimento dos responsáveis legais, mas a implementação obrigatória das plataformas pode limitar essa escolha.

Pesquisadores recomendam maior transparência sobre o uso de dados e responsabilização do Estado por impactos negativos na saúde mental dos envolvidos na educação.

Relatório pede investigação sobre contratos de tecnologia educacional.

O relatório finaliza com a necessidade de ações que protejam os direitos dos estudantes e educadores, e sugere a reavaliação do uso obrigatório das plataformas em sala de aula, em busca de um ambiente de aprendizado mais livre e enriquecedor.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Educação