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política
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Mulher se passa por adolescente e engana família em Joinville

Farsa durou 14 meses e resultou em prisão e denúncias

Fernanda Lima09 de junho de 2026 às 17:30
Mulher se passa por adolescente e engana família em Joinville

Uma mulher de 37 anos foi denuciada pelo Ministério Público de Santa Catarina por ter se passado por uma adolescente de 12 anos e vivido como filha adotiva em Joinville por cerca de 14 meses. A acusação envolve crimes de estelionato e falsidade ideológica.

Investigação revelou que a suspeita já havia cometido crimes similares em cinco estados.

A identidade falsa da suspeita, registrada como "Gabriele Ferreira dos Santos", foi descoberta em 2 de junho, quando uma familiar estranhou a situação e acionou a polícia. Após a detenção, a mulher admitiu os delitos durante o interrogatório.

Análise de Insanidade Mental

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina determinou a realização de um exame para avaliar a sanidade mental da mulher, conforme solicitado pela defesa. Essa avaliação poderá influenciar na decisão do tribunal quanto à possibilidade de aplicação de medidas alternativas à prisão.

Como a Farsa Foi Descoberta

A revelação do crime aconteceu após uma tia da família adotiva da mulher buscar informações sobre seu passado. Junto ao pai adotivo, eles descobriram que ela tinha registros de ocorrência em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás, indicando um padrão de comportamento criminoso.

Comportamento e Justificativas da Suspeita

Durante o tempo em que viveu na casa da família adotiva, a mulher adotou comportamentos de uma criança, utilizando mamadeiras e chupetas, e alegava sofrer de crises de ansiedade. Além disso, ela tentava justificar sua aparência mais madura com histórias sobre seu passado traumático, incluindo a coerção a tomar hormônios durante a infância.

Adoção nunca foi formalizada, apesar das tentativas da família.

Os investigadores apontaram que a adoção nunca foi registrada legalmente. A família tinha tentado formalizar o processo e até matricular a suposta adolescente em uma escola, mas a mulher sempre encontrava maneiras de impedir esse avanço, alegando temor pela intervenção do pai biológico.

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