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Educação
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USP anuncia cotas para PcDs em 2028, protestos impulsionam decisão

Medida atende lei estadual, mas instituição é criticada por timing tardio

Giovani Ferreira28 de abril de 2026 às 17:40
USP anuncia cotas para PcDs em 2028, protestos impulsionam decisão

A Universidade de São Paulo (USP) decidiu que começará a aplicar cotas para pessoas com deficiência (PcDs) a partir do vestibular de 2028, tornando-se a última entre as principais universidades públicas paulistas a implementar essa ação.

Essa iniciativa é uma resposta à lei estadual nº 18.167, sancionada em julho de 2025, que determina a reserva de vagas para PcDs nas universidades estaduais. Contudo, a prática adotada pela USP é considerada tardia e incompleta.

Outras instituições, como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), já implementaram políticas de inclusão para PcDs desde 2024.

A implementação das cotas na USP ocorrerá sob um grupo de trabalho especializado, que terá 120 dias para estabelecer critérios e elaborar uma proposta a ser submetida ao Conselho Universitário.

Críticas e Reações

A notícia gerou reações variadas entre a comunidade acadêmica. A professora Silvia Lya expressou sua frustração, ressaltando: “Tenho vergonha quando digo que sou uspiana”, e completou mencionando as dificuldades enfrentadas por alunos com deficiência, mesmo na ausência de barreiras físicas.

Estudantes também levantaram preocupações. Matheus Feitosa, aluno de Farmácia, destacou que tomou conhecimento da medida através de seu coletivo de estudantes com autismo, percebendo um atraso nas políticas sociais da universidade.

Contexto sobre Inclusão

De acordo com o Ministério da Educação, o número de estudantes com deficiência no ensino superior no Brasil mais que dobrou na última década, subindo de 33 mil em 2014 para aproximadamente 95 mil em 2024. No entanto, ainda representa menos de 1% dos alunos matriculados, indicando persistência de barreiras estruturais.

A pressão dos estudantes e trabalhadores, que estão em greve há semanas, por políticas de inclusão e permanência pode ter influenciado essa decisão finalmente anunciada pela USP.

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