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política
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Polícia Militar de SP encerra ocupação na USP com repressão

Ação violenta resulta em feridos e detidos durante protesto estudantil

Tiago Abech10 de maio de 2026 às 12:40
Polícia Militar de SP encerra ocupação na USP com repressão

Na madrugada deste domingo, uma operação da Polícia Militar de São Paulo desferiu uma ação violenta para desocupar a reitoria da Universidade de São Paulo (USP), onde estudantes em greve estavam acampados. O incidente resultou em feridos e várias detenções, gerando indignação entre a comunidade acadêmica.

Ação Policial e Consequências

Por volta das 4h15, tropas da PM invadiram o campus do Butantã, utilizando cassetetes e gás lacrimogêneo contra os manifestantes. Imagens que circularam nas redes sociais mostram a repressão, levantando questões sobre a legitimidade da operação. Em resposta, uma estudante mobilizada expressou: 'Isso é covardia! Estudantes estão com ferimentos graves, incluindo fraturas.'

Quatro estudantes foram detidos durante a repressão, mas liberados horas depois, devido à pressão de colegas que se concentraram na delegacia.

Motivação da Ocupação

A ocupação da reitoria, iniciada na quinta-feira, ocorreu após decisões do reitor Aluísio Segurado que cancelaram negociações sobre demandas estudantis, entre elas o aumento do auxílio à permanência. Nesse contexto, a falta de diálogo entre os alunos e a administração da universidade culminou na mobilização.

Reações e Contexto Social

Moradores do Conjunto Residencial da USP relataram ter sido acordados com os sons da violação, descrevendo a cena como reminiscentes de uma ditadura. Além disso, a violência dos policiais foi considerada desproporcional, dado que a manifestação ocorria fora do horário administrativo e sem sinais de violência por parte dos estudantes.

Contexto Adicional

Estudantes da USP reivindicam melhorias na infraestrutura do campus e nas condições de moradia, que são consideradas insatisfatórias desde a construção do Crusp na década de 1960.

O DCE da USP questionou a legalidade da ação policial, afirmando que não houve ordem judicial que justificasse o uso da força. Além disso, a ação foi acompanhada por um clima de tensão, onde a energia e a água do prédio ocupado foram cortadas antes da investida da PM.

Próximos Passos

Com o movimento estudantil se organizando novamente, um ato está previsto para ocorrer na próxima segunda-feira, onde alunos de outras universidades também participarão, unindo suas demandas de greve. A ação da PM será objeto de acompanhamento jurídico, com medidas sendo tomadas para investigar a situação e responsabilizar os envolvidos.

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A repressão desta noite é um reflexo do desinteresse do governo em dialogar com a população estudantil

Daniel Lustosa, DCE da USP.

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