Polícia Militar de SP encerra ocupação na USP com repressão
Ação violenta resulta em feridos e detidos durante protesto estudantil

Na madrugada deste domingo, uma operação da Polícia Militar de São Paulo desferiu uma ação violenta para desocupar a reitoria da Universidade de São Paulo (USP), onde estudantes em greve estavam acampados. O incidente resultou em feridos e várias detenções, gerando indignação entre a comunidade acadêmica.
Ação Policial e Consequências
Por volta das 4h15, tropas da PM invadiram o campus do Butantã, utilizando cassetetes e gás lacrimogêneo contra os manifestantes. Imagens que circularam nas redes sociais mostram a repressão, levantando questões sobre a legitimidade da operação. Em resposta, uma estudante mobilizada expressou: 'Isso é covardia! Estudantes estão com ferimentos graves, incluindo fraturas.'
✨ Quatro estudantes foram detidos durante a repressão, mas liberados horas depois, devido à pressão de colegas que se concentraram na delegacia.
Motivação da Ocupação
A ocupação da reitoria, iniciada na quinta-feira, ocorreu após decisões do reitor Aluísio Segurado que cancelaram negociações sobre demandas estudantis, entre elas o aumento do auxílio à permanência. Nesse contexto, a falta de diálogo entre os alunos e a administração da universidade culminou na mobilização.
Reações e Contexto Social
Moradores do Conjunto Residencial da USP relataram ter sido acordados com os sons da violação, descrevendo a cena como reminiscentes de uma ditadura. Além disso, a violência dos policiais foi considerada desproporcional, dado que a manifestação ocorria fora do horário administrativo e sem sinais de violência por parte dos estudantes.
Contexto Adicional
Estudantes da USP reivindicam melhorias na infraestrutura do campus e nas condições de moradia, que são consideradas insatisfatórias desde a construção do Crusp na década de 1960.
O DCE da USP questionou a legalidade da ação policial, afirmando que não houve ordem judicial que justificasse o uso da força. Além disso, a ação foi acompanhada por um clima de tensão, onde a energia e a água do prédio ocupado foram cortadas antes da investida da PM.
Próximos Passos
Com o movimento estudantil se organizando novamente, um ato está previsto para ocorrer na próxima segunda-feira, onde alunos de outras universidades também participarão, unindo suas demandas de greve. A ação da PM será objeto de acompanhamento jurídico, com medidas sendo tomadas para investigar a situação e responsabilizar os envolvidos.
"A repressão desta noite é um reflexo do desinteresse do governo em dialogar com a população estudantil
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de política

STJ determina protocolo para Polícia Militar em protestos em SP
Justiça busca garantir segurança nas manifestações públicas

Migração: caminhos de esperança e desigualdade no Brasil e no mundo
Análise do fenômeno migratório sob diversas perspectivas sociais

Daniel Vorcaro e a Impunidade: Um Crime Contra os Cofres Públicos
Reflexões sobre corrupção e a proteção do poder.

Lula participa de encontro de mulheres quilombolas em Brasília
Evento conta com assinatura de decretos para titulação de terras





