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energia
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Aggreko inicia usina em Pernambuco após leilão de energia 2026

Projeto de R$ 437 milhões deve iniciar fornecimento em 2028

Gabriel Azevedo11 de junho de 2026 às 15:35
Aggreko inicia usina em Pernambuco após leilão de energia 2026

A Aggreko, especializada em soluções energéticas, começou a construção da usina Tacaimbó I, utilizando gás natural, em Tacaimbó, no agreste de Pernambuco. O projeto, que representa um investimento de R$ 437 milhões, foi escolhido durante o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) de 2026 promovido pelo governo federal.

A localização da usina, a 170 km de Recife, é estratégica, uma vez que se encontra a apenas 70 metros de um gasoduto e a menos de 1,5 km da rede nacional de transmissão, o que facilita a logística de operação.

Capacidade inicial da usina será de 92 MW, com tecnologias modulares.

A responsabilidade pela engenharia, construção, operação e manutenção da usina será da própria empresa. A usina foi projetada com uma estrutura modular e motores de acionamento rápido, alinhando-se aos novos critérios de flexibilidade do sistema elétrico brasileiro.

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Este projeto representa um passo importante para ampliar nossa presença na geração de energia como produtores independentes, trazendo soluções modulares para diversos setores, como mineração e óleo e gás.”

Cristiano Lopes Saito, diretor de vendas Brasil da Aggreko.

Antes do início das operações, a empresa precisa concluir as etapas de licenciamento e integração com a infraestrutura de gás e ao sistema de transmissão. O modelo de contrato garante uma remuneração fixa por disponibilidade ao longo de 15 anos, assegurando energia em momentos de alta demanda.

Contexto do Leilão

O LRCap realizado em março contratou cerca de 19,5 GW de potência, gerando um custo total superior a R$ 515 bilhões aos consumidores. A homologação dos resultados está sendo analisada pela Aneel, enquanto uma decisão judicial suspendia a formalização dos contratos.

A previsão é que o fornecimento de energia da usina Tacaimbó I comece em outubro de 2028. Além disso, a recente decisão da Justiça Federal do Ceará, que suspendeu a homologação dos leilões, adiciona incertezas ao cenário energético brasileiro.

Na última terça-feira (9), o subprocurador-geral do MPTCU, Lucas Rocha Furtado, reconheceu que sua avaliação inicial do leilão, focada nos custos, foi inadequada e precisa equilibrar segurança e estabilidade do sistema elétrico.

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