Aggreko inicia usina em Pernambuco após leilão de energia 2026
Projeto de R$ 437 milhões deve iniciar fornecimento em 2028

A Aggreko, especializada em soluções energéticas, começou a construção da usina Tacaimbó I, utilizando gás natural, em Tacaimbó, no agreste de Pernambuco. O projeto, que representa um investimento de R$ 437 milhões, foi escolhido durante o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) de 2026 promovido pelo governo federal.
A localização da usina, a 170 km de Recife, é estratégica, uma vez que se encontra a apenas 70 metros de um gasoduto e a menos de 1,5 km da rede nacional de transmissão, o que facilita a logística de operação.
✨ Capacidade inicial da usina será de 92 MW, com tecnologias modulares.
A responsabilidade pela engenharia, construção, operação e manutenção da usina será da própria empresa. A usina foi projetada com uma estrutura modular e motores de acionamento rápido, alinhando-se aos novos critérios de flexibilidade do sistema elétrico brasileiro.
"Este projeto representa um passo importante para ampliar nossa presença na geração de energia como produtores independentes, trazendo soluções modulares para diversos setores, como mineração e óleo e gás.”
Antes do início das operações, a empresa precisa concluir as etapas de licenciamento e integração com a infraestrutura de gás e ao sistema de transmissão. O modelo de contrato garante uma remuneração fixa por disponibilidade ao longo de 15 anos, assegurando energia em momentos de alta demanda.
Contexto do Leilão
O LRCap realizado em março contratou cerca de 19,5 GW de potência, gerando um custo total superior a R$ 515 bilhões aos consumidores. A homologação dos resultados está sendo analisada pela Aneel, enquanto uma decisão judicial suspendia a formalização dos contratos.
A previsão é que o fornecimento de energia da usina Tacaimbó I comece em outubro de 2028. Além disso, a recente decisão da Justiça Federal do Ceará, que suspendeu a homologação dos leilões, adiciona incertezas ao cenário energético brasileiro.
Na última terça-feira (9), o subprocurador-geral do MPTCU, Lucas Rocha Furtado, reconheceu que sua avaliação inicial do leilão, focada nos custos, foi inadequada e precisa equilibrar segurança e estabilidade do sistema elétrico.
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