Medida visa enfrentar possíveis impactos do El Niño em 2026

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) anunciou a antecipação da geração de 1,8 GW de energia elétrica, a ser implementada a partir de 1º de setembro. Essa decisão está diretamente ligada à necessidade de reforçar a segurança do sistema elétrico do Brasil em face do fenômeno climático El Niño, previsto para impactar o país no segundo semestre de 2026.
Um parecer do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) aponta que o El Niño pode reduzir a geração de energia na Região Norte e incrementar o consumo, devido ao aumento nas temperaturas. De acordo com informações do Ministério de Minas e Energia, esta antecipação é crucial para assegurar a operação estável do sistema elétrico brasileiro entre 2026 e 2027.
✨ A antecipação é uma resposta estratégica às incertezas geopolíticas e às variações nos preços de combustíveis.
Ademais, as incertezas geopolíticas, como os conflitos atuais, também motivaram essa medida, já que podem impactar significativamente os preços de combustíveis. Segundo a análise da pasta, utilizar usinas sem contrato para suprir a demanda resulta em custos, no mínimo, 25% superiores às usinas contratadas em leilões.
Conforme a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), há uma probabilidade de 81% de que o El Niño atinja a categoria “muito forte” entre outubro e dezembro. Caso essa previsão se concretize, poderá ser o fenômeno mais intenso desde 1950, ano em que começaram as medições.
"Um El Niño mais forte pode intensificar eventos climáticos adversos, aumentando a probabilidade de tempestades e calor extremo ao redor do mundo.
O El Niño é caracterizado pelo aumento anômalo das temperaturas na superfície do Pacífico equatorial, resultando em mudanças no padrão de chuvas e na circulação atmosférica. Especialistas alertam que as repercussões desse fenômeno se estenderão até 2027.
O El Niño provoca variações climáticas globais, impactando setores como agricultura e saúde. Em junho, a Europa enfrentou uma das piores ondas de calor da sua história recente, levando a interrupções nos serviços de energia e danos à infraestrutura.
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Jornalista especializado em Energia

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