Volume de vendas do biocombustível ainda não alcança patamares do ano anterior

As vendas de etanol hidratado, que compete diretamente com a gasolina, apresentaram um desempenho abaixo do esperado em maio de 2026, com um volume 2,8% inferior ao mesmo mês do ano anterior, conforme informou a União das Indústrias de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica). Embora a venda tenha recuado, o biocombustível continua a oferecer uma vantagem significativa em termos de custo em relação ao combustível fóssil.
As usinas do Centro-Sul comercializaram 1,772 bilhão de litros de etanol hidratado em maio, o que é ligeiramente inferior às vendas do ano passado, refletindo um dia útil a menos em comparação com o mês anterior. Entretanto, em relação a abril, as vendas aumentaram 1,5%. Por outro lado, o etanol anidro, utilizado na mistura com gasolina, teve um crescimento de 1,7% em comparação com maio de 2025 e 11,7% em relação ao mês anterior.
✨ Na última semana de maio, o etanol hidratado custou 63,7% do preço da gasolina em média no Brasil e 60,7% em São Paulo.
Os motoristas têm se beneficiado da diferença de preço, especialmente considerando que para muitos veículos flex, o etanol hidratado apresenta um rendimento de 70% em comparação com a gasolina. Quando os preços do biocombustível ficam abaixo desse percentual, abastecer com etanol se torna mais vantajoso, e essa vantagem ficou clara na análise que indicou que 66% dos municípios pesquisados tinham preços de etanol abaixo da paridade técnica.
No entanto, o cenário das exportações permanece complicado, com as vendas de etanol do Centro-Sul caindo 80,8% em maio, totalizando apenas 16,9 milhões de litros. No acumulado da safra 2026/27, o volume de etanol exportado caiu 56%, somando 64,67 milhões de litros.
Apesar das dificuldades nas vendas externas, a produção de etanol continua crescendo. No final de maio, a produção atingiu 2,13 bilhões de litros, aumento de 4,56% na comparação com o mesmo período do ano anterior, com o etanol de milho representando uma parcela significativa deste volume. Contudo, o processamento de cana-de-açúcar apresentou um declínio de 13,08% em comparação anual, marcando um desvio inesperado na curva de produção.
"A indústria está ajustando a produção de etanol e açúcar, priorizando o biocombustível, o que resultou em uma queda acentuada na produção de açúcar.
✨ A produção de açúcar decaiu 25,62% na comparação anual, totalizando 2,20 milhões de toneladas.
A desaceleração da moagem de cana pode ser atribuída à redução no número de usinas em operação, refletindo uma diminuição da oferta de matéria-prima.
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