Voltar
energia
3 min de leitura

Vendas de etanol hidratado caem, mas vantagem econômica persiste

Volume de vendas do biocombustível ainda não alcança patamares do ano anterior

Ricardo Alves22 de junho de 2026 às 13:35
Vendas de etanol hidratado caem, mas vantagem econômica persiste

As vendas de etanol hidratado, que compete diretamente com a gasolina, apresentaram um desempenho abaixo do esperado em maio de 2026, com um volume 2,8% inferior ao mesmo mês do ano anterior, conforme informou a União das Indústrias de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica). Embora a venda tenha recuado, o biocombustível continua a oferecer uma vantagem significativa em termos de custo em relação ao combustível fóssil.

Desempenho de Vendas e Comparativo com Anos Anteriores

As usinas do Centro-Sul comercializaram 1,772 bilhão de litros de etanol hidratado em maio, o que é ligeiramente inferior às vendas do ano passado, refletindo um dia útil a menos em comparação com o mês anterior. Entretanto, em relação a abril, as vendas aumentaram 1,5%. Por outro lado, o etanol anidro, utilizado na mistura com gasolina, teve um crescimento de 1,7% em comparação com maio de 2025 e 11,7% em relação ao mês anterior.

Na última semana de maio, o etanol hidratado custou 63,7% do preço da gasolina em média no Brasil e 60,7% em São Paulo.

Os motoristas têm se beneficiado da diferença de preço, especialmente considerando que para muitos veículos flex, o etanol hidratado apresenta um rendimento de 70% em comparação com a gasolina. Quando os preços do biocombustível ficam abaixo desse percentual, abastecer com etanol se torna mais vantajoso, e essa vantagem ficou clara na análise que indicou que 66% dos municípios pesquisados tinham preços de etanol abaixo da paridade técnica.

Desafios nas Exportações e Produção

No entanto, o cenário das exportações permanece complicado, com as vendas de etanol do Centro-Sul caindo 80,8% em maio, totalizando apenas 16,9 milhões de litros. No acumulado da safra 2026/27, o volume de etanol exportado caiu 56%, somando 64,67 milhões de litros.

Apesar das dificuldades nas vendas externas, a produção de etanol continua crescendo. No final de maio, a produção atingiu 2,13 bilhões de litros, aumento de 4,56% na comparação com o mesmo período do ano anterior, com o etanol de milho representando uma parcela significativa deste volume. Contudo, o processamento de cana-de-açúcar apresentou um declínio de 13,08% em comparação anual, marcando um desvio inesperado na curva de produção.

"

A indústria está ajustando a produção de etanol e açúcar, priorizando o biocombustível, o que resultou em uma queda acentuada na produção de açúcar.

A produção de açúcar decaiu 25,62% na comparação anual, totalizando 2,20 milhões de toneladas.

Contexto

A desaceleração da moagem de cana pode ser atribuída à redução no número de usinas em operação, refletindo uma diminuição da oferta de matéria-prima.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de energia