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Árbitro somali Omar Artan é recebido como herói ao retornar a Mogadíscio

Após recusa de entrada nos EUA, árbitro promete presença na Copa de 2030.

Fernanda Lima10 de junho de 2026 às 13:25
Árbitro somali Omar Artan é recebido como herói ao retornar a Mogadíscio

O árbitro somali Omar Artan, que teve sua entrada proibida nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo de 2026, foi celebrado como um herói ao retornar a Mogadíscio, sua cidade natal. Em sua chegada, Artan reafirmou sua determinação de participar do torneio de 2030.

Mais de 100 torcedores o aguardavam ansiosos do lado de fora do aeroporto, acenando bandeiras da Somália enquanto ele desembarcava de um voo da Turkish Airlines. "Estarei na próxima Copa do Mundo e continuarei fazendo a Somália se orgulhar… Isso não me desmotivou", afirmou Artan em uma coletiva de imprensa.

Omar Artan foi eleito o melhor árbitro de futebol masculino pela CAF em 2025.

A decisão dos EUA de negar a entrada de Artan gerou indignação. Ele foi rejeitado no aeroporto internacional de Miami, com um representante do Departamento de Estado afirmando que Artan é suspeito de laços com organizações terroristas, o que impossibilitou sua admissão no país.

"

Ele foi tratado de forma tão injusta que isso machuca qualquer pessoa preocupada com a humanidade.

Mohamed Said, funcionário do governo.

A FIFA confirmou a ausência de Artan entre os árbitros selecionados para o Mundial, que se inicia no dia 11 de dezembro. Sua inclusão na seleção preliminar de 52 árbitros foi um motivo de orgulho e esperança para os somalis, incluindo o presidente Hassan Sheikh Mohamud, que o descreveu como "símbolo de inspiração para uma nova geração".

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