Comitê Olímpico Internacional Retoma Testes de Feminilidade a Partir de 2028
Medida exclui atletas transgêneros e a maioria das intersexuais da competição feminina.

Quase três décadas depois de terem interrompido os testes de feminilidade, o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou, em 26 de outubro, que irá reinstituí-los durante os Jogos Olímpicos de 2028. Essa nova diretriz afeta diretamente as atletas transgêneros e um significativo grupo de atletas intersexo, restringindo a participação nas competições femininas a indivíduos do sexo biológico feminino.
Mudanças nas Normas de Elegibilidade
O COI expressou que a inclusão nas provas femininas é agora reservada aos que não carregam o gene SRY, uma decisão que revoga as políticas estabelecidas em 2021, onde as federações poderiam definir suas próprias regras. Além disso, atletas que demonstrem “insensibilidade total aos andrógenos” poderão ser isentos, embora esse exame exija estudos complexos e caros.
"“Estou muito orgulhosa deste trabalho”, afirmou Kirsty Coventry, presidente do COI.
✨ A nova política não se aplica retroativamente.
Contexto Adicional
Os testes serão realizados pelas federações internacionais e não necessitarão de mais de uma coleta na vida do atleta. A medida já estava em prática desde o ano anterior em três modalidades específicas.
Coventry destacou que, caso a realização dos exames seja inviável em um país, atletas poderão fazê-los em competições internacionais. O COI havia cessado esses testes em 1999, sob pressão de especialistas que questionavam sua eficácia.
Embora a presidente do COI ainda não tenha dialogado com Donald Trump, a nova política elimina um potencial choque com sua posição, que exclui atletas transgêneros dos esportes femininos. Espera-se que essa decisão receba apoio em Washington, mas também aumentou a oposição de diversas vozes, incluindo cientistas e defensores dos direitos humanos.
"Um editorial do British Journal of Sports Medicine qualificou essa decisão como um 'anacronismo desastroso'.
Vários juristas se manifestaram, pedindo que as atletas e instituições ao redor do mundo não aceitem os testes genéticos, pois os consideram uma violação da discriminação e do direito à privacidade.
Kirsty Coventry, a primeira mulher a presidir o COI, tem focado suas ações em trazer inovação para o evento. Contudo, suas decisões têm sido questionadas, especialmente no que tange as questões de elegibilidade feminina, que desvia a atenção de temas relevantes como financiamento desigual e disparidades de gênero no esporte.
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Gabriel Rodrigues
Jornalista especializado em Esportes
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