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política
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Ativista Thiago Ávila retorna ao Brasil após alegar abusos em Israel

Relatos de tortura e abusos marcam detenção de ativistas em Israel

Tiago Abech12 de maio de 2026 às 01:00
Ativista Thiago Ávila retorna ao Brasil após alegar abusos em Israel

O ativista brasileiro Thiago Ávila chegou a São Paulo nesta segunda-feira (11) após ser deportado de Israel, onde contou ter sofrido torturas e presenciado abusos a prisioneiros palestinos durante sua detenção de 10 dias.

Ávila e seu colega espanhol, Abu Keshek, participaram da segunda Flotilha Global Sumud, que partiu da Espanha em 12 de abril com a intenção de desafiar o bloqueio israelense à Faixa de Gaza, levando ajuda humanitária aos necessitados. Ambos foram capturados no mar e levados para Israel, enquanto mais de 100 ativistas foram direcionados para Creta.

Os dois foram acusados de crimes como auxílio ao inimigo e links com um grupo terrorista, acusações que negaram. Após terem sua liberdade concedida no sábado (9), foram encaminhados às autoridades de imigração para processos de deportação.

“Fui sequestrado por Israel, não preso”, afirmou Ávila ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

O ativista expressou que a sua libertação significou a correção de uma violação grave de direitos. Ele também mencionou que tanto ele quanto Abu Keshek enfrentaram várias violações durante a detenção e que prisioneiros palestinos nas celas próximas estavam em situações ainda mais graves.

As alegações de tortura foram negadas por Israel, que afirmou que as ações tomadas estavam dentro da legalidade, em resposta ao grupo de direitos humanos Adalah, que representou os dois homens em uma audiência no país. Por outro lado, os governos de Brasil e Espanha criticaram a detenção como sendo ilegal.

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“Precisamos derrotar Netanyahu e Donald Trump, precisamos derrotar os criminosos de guerra”, declarou Ávila, enquanto apoiadores pediam que o Brasil rompesse relações com Israel.

É importante notar que a Faixa de Gaza, controlada em grande parte pelo Hamas, é constantemente mencionada em contextos de conflito. O ataque do grupo, que ocorreu em 7 de outubro de 2023, deu início a uma guerra que resultou em uma crise humanitária severa, com muitos habitantes do enclave vivendo em condições de desabrigo e dependendo de ajuda internacional.

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