Confea alerta sobre desafios na universalização de água e esgoto
Investimentos desiguais podem comprometer metas até 2033

A sete anos do prazo final para garantir a universalização dos serviços de água e esgoto no Brasil, o Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia) destaca a necessidade de distribuição mais equilibrada dos investimentos nas diversas regiões do país.
Com metade do período já consumido, as incertezas sobre o cumprimento das metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento, de 2020, aumentam. O assessor da presidência do Confea, Alexandre Borsato, enfatizou que é crucial destinar recursos a localidades que historicamente não atraem tantos investimentos.
✨ Atualmente, cada brasileiro precisaria desembolsar cerca de R$ 230 anuais para atender as demandas do setor, mas muitos estados estão investindo abaixo de R$ 10 por pessoa.
Borsato também alertou sobre as preocupantes perdas de água na distribuição, particularmente no Rio Grande do Sul, onde cerca de 40% da água é perdida, um número que se mantém constante nos últimos 15 anos sem mostrar tendência de queda.
"O resultado vai ser exatamente o mesmo se nada mudar
Além disso, embora o estado esteja entre os principais do país em termos de riqueza, suas estatísticas de tratamento de esgoto são alarmantes, com apenas 34,7% coletados e 25,4% efetivamente tratados. A Aegea, que assumiu os serviços em 317 municípios após a privatização da Corsan, planeja triplicar sua cobertura para alcançar as metas de universalização.
Contexto
Em março, o Confea divulgou dados sobre infraestrutura em todo o país, revelando que o Brasil recebeu nota geral de 55,20 no saneamento, com o Distrito Federal liderando com 80,19 e o Acre na lanterna com 11,28.
O presidente do Confea, Vinicius Marchese, ressalta que o Brasil está atrasado em infraestrutura, o que poderá resultar em problemas em um futuro próximo. Os estados com menores notas incluem Maranhão, Pernambuco, Bahia e Pará.
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