Nova rota pode diminuir em até 17 dias o transporte de cargas para a Ásia.

A Rota Bioceânica pode posicionar Mato Grosso do Sul como um importante corredor logístico na América do Sul, reduzindo em até 17 dias o tempo de transporte de cargas brasileiras rumo à China e outros mercados do Sudeste Asiático.
A declaração foi feita pelo secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul, Arthur Falcette, durante o painel intitulado 'Rota Bioceânica: o despertar do corredor das oportunidades', no Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap) 2026, realizado em Campo Grande.
✨ Rota Bioceânica: potencial para transformar a logística sul-americana.
Falcette detalhou que a nova rota liga os oceanos Atlântico e Pacífico, passando por Porto Murtinho (MS), conectando o Brasil ao Paraguai e aos portos do Chile. Isso representa uma nova possibilidade para o escoamento da produção brasileira.
"O corredor pode reduzir entre 14 e 17 dias o percurso das cargas destinadas à China, ampliando a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.
O projeto se destaca como uma grande iniciativa de integração internacional na América do Sul, envolvendo quatro países e abrangendo oito estados. Apesar de a principal rodovia ser de jurisdição federal, a coordenação do trecho brasileiro ficará sob responsabilidade do Governo de Mato Grosso do Sul, que criará um fórum subnacional para articular as ações entre os diversos entes envolvidos.
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) apoia o projeto com consultoria técnica para sua efetivação.
Durante sua apresentação, Falcette enfatizou que a nova rota servirá como um pilar estratégico para as exportações do Centro-Oeste, especialmente para produtos de maior valor, como proteínas animais. Ele também apontou que a infraestrutura possibilitará novas oportunidades em diversos segmentos econômicos, incluindo bens e serviços, indústria metalmecânica, tecnologia e data centers.
✨ A nova rota aproxima o Brasil dos mercados asiáticos.
Além de melhorar a competitividade logística, a Rota Bioceânica deve estimular o desenvolvimento econômico em várias regiões de Mato Grosso do Sul. Os efeitos esperados incluem valorização imobiliária, novos investimentos em infraestrutura e fortalecimento do agronegócio, além da promoção do turismo ao longo do trajeto.
A proposta visa criar um fluxo de mercadorias contínuo entre os quatro países envolvidos, reduzindo custos e otimizando o transporte internacional. Falcette concluiu que o projeto coloca Mato Grosso do Sul em uma posição estratégica na logística da América do Sul, consolidando o estado como um hub fundamental para exportação e importação no setor agropecuário.
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