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Internacional
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Colômbia eleva tarifas de importação em resposta a medida do Equador

Aumento ocorre no meio de tensões entre os dois países

Mariana Souza10 de abril de 2026 às 22:10
Colômbia eleva tarifas de importação em resposta a medida do Equador

O governo colombiano decidiu aumentar as tarifas sobre as importações do Equador para 100%, em resposta à elevação de tarifas promovida por Quito um dia antes, em um contexto de elevada tensão diplomática entre os dois países.

A decisão, anunciada pelo Ministério do Comércio da Colômbia, segue as críticas do presidente equatoriano, Daniel Noboa, ao seu homólogo colombiano, Gustavo Petro, sobre a suposta ineficácia das ações contra o crime organizado na região fronteriça. A crise se acentuou após o Equador elevar suas tarifas de importação de 50% para 100%.

Colômbia irá isentar alguns insumos industriais de tarifas, segundo Petro.

Desde o início do ano, as tarifas são recíprocas, mas na última declaração, Petro garantiu que alguns produtos essenciais para a indústria colombiana terão tributação de 0%. Diana Morales, ministra do Comércio, afirmou: 'Esgotamos todos os esforços diplomáticos'.

A animosidade entre os presidentes escalou após Petro classificar Jorge Glas, ex-vice-presidente do Equador, de 'preso político'. Glas, que já foi vice de Rafael Correa, enfrenta múltiplas condenações e cumpre pena em uma prisão de segurança máxima. A medida de Petro foi respondida por Noboa, que convocou seu embaixador em Bogotá para consultas.

Contexto das Relações Bilaterais

A Colômbia e o Equador compartilham uma relação comercial significativa, com exportações colombianas de energia elétrica, medicamentos e veículos. Por outro lado, o Equador importa da Colômbia produtos como óleos vegetais e conservas de atum.

Petro também levantou a possibilidade de a Colômbia se retirar da Comunidade Andina de Nações (CAN), em busca de uma nova aliança comercial com o Mercosul. As discussões entre diplomatas de ambos os países, mediadas pela CAN, buscaram reafirmar o compromisso com o diálogo, embora tensões persistam.

Em um incidente anterior em 2024, Noboa havia preso Glas em uma operação militar em Quito, complicando ainda mais as relações. Petro criticou essa ação e ofereceu cidadania colombiana a Glas, um passo que reforçou as divergências entre os governos.

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