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Internacional
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Coreia do Norte exclui reunificação da Constituição

Mudanças refletem postura cada vez mais hostil em relação ao Sul

Acro Rodrigues07 de maio de 2026 às 11:20
Coreia do Norte exclui reunificação da Constituição

A Coreia do Norte retirou todas as menções à reunificação com a Coreia do Sul de sua Constituição, conforme informou o Ministério da Unificação da Coreia do Sul em coletiva de imprensa. Esta é a primeira vez, desde a fundação do país em 1948, que a Carta Magna norte-coreana ignora tal referência.

O novo texto define a nação de acordo com sua localização geográfica e deixa claro que Pyongyang não aceitará violações de seu território. Essas alterações refletem a postura do líder Kim Jong-un, que, em 2023, classificou o sul como seu "principal inimigo".

A revisão constitucional também formaliza Kim Jong-un como chefe de Estado, estabelecendo-o como presidente da Comissão de Assuntos do Estado.

Antes, esse título denotava apenas sua posição como líder supremo. Agora, o texto destaca que ele possui poder exclusivo sobre as forças nucleares, promovendo a ideia de que o país é um "estado nuclear responsável".

De acordo com a nova Constituição, a Coreia do Norte reafirma seu compromisso em desenvolver armas nucleares para garantir sua sobrevivência e proteger a paz, tanto regional quanto global. Um novo artigo define claramente seus limites territoriais, que incluem áreas adjacentes à China e à Rússia, além da Coreia do Sul e reafirma que qualquer violação nesse território será intolerada.

As tensões entre as duas Coreias permanecem, uma vez que a Guerra da Coreia (1950-1953) não terminou formalmente e sim com um armistício. O governo norte-coreano destruiu recentemente o Arco da Reunificação, um marco simbólico em Pyongyang, e continua a agir de maneira agressiva, desrespeitando propostas de diálogo por parte do presidente sul-coreano Lee Jae Myung.

Durante a gestão do ex-presidente Yoon Suk Yeol, a Coreia do Norte destruiu infraestruturas que conectavam os dois países, contribuindo para o aumento das hostilidades. Em março, as Forças Armadas da Coreia do Sul relataram que Pyongyang estava retomando a construção de barreiras na fronteira.

Em resposta, o presidente Lee expressou seu desejo de restaurar a confiança, embora os recentes esforços tenham sido limitados. Apesar de uma abordagem mais próxima, como uma partida de futebol que a seleção feminina da Coreia do Norte disputará no Sul, a reaproximação entre os países ainda parece distante.

Adicionalmente, a Coreia do Norte intensificou seus laços com a Rússia, enviando apoios militares em troca de assistência econômica e técnica, enquanto se distancia cada vez mais da Coreia do Sul.

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