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Internacional
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Kim Jong Un exalta soldados na guerra da Rússia contra a Ucrânia

Líder norte-coreano elogia sacrifícios em novo memorial militar

Fernanda Lima30 de abril de 2026 às 20:25
Kim Jong Un exalta soldados na guerra da Rússia contra a Ucrânia

Na cerimônia de inauguração de um novo memorial, Kim Jong Un expressou apoio ao engajamento da Coreia do Norte na guerra entre Rússia e Ucrânia, reconhecendo os soldados que escolheram a morte em vez de se render.

Durante o evento, Kim elogiou os soldados, afirmando que aqueles que 'optaram pela autoexplosão' demonstraram a mais elevada forma de lealdade. Este reconhecimento é um sinal claro da doutrina militar de Pyongyang, que há tempos é alvo de especulações.

O Novo Complexo Memorial

O memorial, localizado na periferia de Pyongyang, é uma combinação de cemitério e museu. Kim caminhou por fileiras de sepulturas e depositou terra em uma delas, cercado por estátuas de bronze e paredes de mármore trazendo os nomes dos soldados.

O complexo lista 2.288 soldados mortos e possui mais de 1.700 compartimentos para restos cremados, indicando a magnitude do envolvimento da Coreia do Norte no conflito.

Este espaço se torna um símbolo da narrativa oficial que retrata as mortes dos soldados como atos heróicos de sacrifício. Recentemente, a mídia estatal tem mostrado relatos detalhados, muitos deles gráficos, sobre os combates.

Implicações do Envolvimento Norte-Coreano

Fontes sul-coreanas e ocidentais estimam que mais de 10.000 soldados norte-coreanos foram enviados para a região de Kursk, com milhares perdendo a vida. Até então, a Coreia do Norte não havia reconhecido publicamente essas perdas significativas.

Confirmando a presença militar, foram exibidos equipamentos capturados, incluindo tanques ocidentais. Contudo, analistas estão céticos sobre se esses armamentos foram adquiridos diretamente por forças norte-coreanas.

A captura de soldados norte-coreanos representa um dilema: a possibilidade de represálias e punições severas ao retorná-los para a Coreia do Norte pode criar obstáculos para uma eventual repatriação.

Autoridades sul-coreanas afirmaram que aceitariam aqueles que buscarem deserção, levantando questões legais e diplomáticas complexas que podem exigir atenção contínua mesmo após o fim do conflito.

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