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Internacional
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Cuba libertará 2.010 detentos em gesto de boa vontade na Páscoa

Indulto é o maior em décadas e reflete pressão dos EUA

Ricardo Alves03 de abril de 2026 às 11:25
Cuba libertará 2.010 detentos em gesto de boa vontade na Páscoa

O governo cubano anunciou, nesta quinta-feira, a libertação antecipada de 2.010 prisioneiros em celebração à Semana Santa, marcando o maior indulto em décadas.

Essa medida, além de significativa, ocorre em um momento crítico de resposta à pressão dos Estados Unidos, que intensificaram o bloqueio energético à ilha, gerando um colapso econômico.

Detalhes do Indulto

O indulto foi descrito em um comunicado oficial apresentado na televisão cubana como um "gesto humanitário e soberano". Esse é o segundo perdão de prisioneiros desde que o novo cerco energético foi implementado, sendo o primeiro em março com a liberação de 51 detentos.

O indulto é um marco significativo na política carcerária cubana, com mais de 11 mil pessoas beneficiadas desde 2011.

Motivos e Exclusões

Os prisioneiros liberados incluem jovens, mulheres e cidadãos com mais de 60 anos. Entretanto, reincidentes e aqueles condenados por crimes graves, como tráfico de drogas e assassinato, estão excluídos.

Contexto Diplomático

Essa libertação, realizada sob uma atmosfera de notável pressão internacional, coincide com negociações em andamento entre Cuba e os Estados Unidos, especialmente em resposta ao bloqueio imposto pela administração do presidente Donald Trump.

Recentemente, o país recebeu um petroleiro russo, sinalizando um possível alívio em sua crise energética e levantando questões sobre a relação entre essa importação e a recente decisão de indulto.

"

É plausível supor que a chegada do petróleo russo à ilha esteja interligada com o novo indulto, sinalizando um avanço nas negociações entre os governos – Michael Bustamente.

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