Bloqueio dos EUA gera protestos em Havana por falta de energia
Cubanos clamam por soluções após apagões prolongados

Na noite de quarta-feira (13), a capital cubana, Havana, foi palco de intensos protestos devido a apagões recorrentes, em consequência do bloqueio norte-americano que afeta a entrada de combustíveis na ilha, impactando a vida de milhões de habitantes.
Cidadãos revoltados saíram às ruas, bloqueando vias com entulho e queimando lixo, enquanto gritavam por soluções como "Acendam as luzes!". Este levantamento popular marca os protestos mais significativos em Havana desde o início da crise atual na eletricidade.
✨ As condições de energia de Cuba se deterioraram desde janeiro, após o endurecimento do bloqueio por parte dos EUA.
Rodolfo Alonso, um morador de Playa, relatou que, após suportar mais de 40 horas sem energia, ele decidiu protestar. "A situação está insustentável, especialmente para os idosos da comunidade. Nossa comida está estragando", desabafou Alonso, que é funcionário público.
Diversos grupos de manifestantes pacíficos foram vistos em diferentes bairros, e em algumas áreas, a energia retornou temporariamente, levando os cidadãos a celebrar antes de se dispersarem rapidamente. A polícia estava presente, mas em grande parte apenas observou os eventos.
Irailda Bravo, de 38 anos, decidiu deixar sua casa para participar de um protesto em Marianao devido ao intenso calor e à falta de conforto. "Temos filhos e precisamos trabalhar. Essa situação é desesperadora", relatou.
Contexto
O ministro de Energia e Minas de Cuba declarou que o país ficou sem diesel e óleo combustível, resultando em uma rede elétrica em estado crítico. Os apagões têm chegado a durar até 22 horas diárias.
Apesar do bloqueio, o governo cubano ainda busca alternativas para a importação de combustíveis, mas complexidades como o aumento dos preços globais complicam essa negociação. Anteriormente, o México e a Venezuela eram os principais fornecedores, mas desde as novas sanções, pouco tem sido fornecido.
Segundo a ONU, a contínua proibição de importação de combustíveis aos cubanos contraria os direitos do povo à alimentação e saúde, agravando ainda mais a crise humanitária na ilha.
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