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Internacional
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Cuba libertará 2.010 prisioneiros em meio a crise econômica

Medida é tomada sob pressão dos EUA e em celebração à Semana Santa.

Carlos Silva03 de abril de 2026 às 03:05
Cuba libertará 2.010 prisioneiros em meio a crise econômica

O governo de Cuba anunciou a concessão de liberdade a 2.010 prisioneiros, marcando a maior soltura em anos. A decisão ocorre em um cenário de intensa pressão dos Estados Unidos e de uma crise econômica profunda na ilha.

O indulto, aprovado com base na boa conduta, saúde dos detentos e a gravidade dos crimes cometidos, foi publicado pelo Granma, o jornal oficial do Partido Comunista. O comunicado detalhou que a lista abrange jovens, mulheres, pessoas acima dos 60 anos e estrangeiros, excluindo condenados por crimes graves como homicídio e agressão sexual.

Essa é a quinta vez que Cuba concede indulto desde 2011, refletindo um movimento significativo em um contexto nacional tenso.

Organizações como a Human Rights Watch afirmam que Cuba tem um histórico de perseguição a dissidentes, incluindo jornalistas e ativistas políticos. Anteriormente, Cuba já havia realizado liberações em acordos com outros países, como a libertação de 553 presos no início de 2025 após negociações com os EUA e o Vaticano.

Entretanto, a relação com a administração Trump se deteriorou, resultando em um endurecimento das políticas econômicas que impactaram ainda mais a já fragilizada economia cubana. O governo de Trump intensificou medidas que cortaram o fornecimento de petróleo à ilha, forçando uma busca por reformas.

A situação energética em Cuba se agravou, levando a apagões frequentes que afetaram a vida cotidiana. Recentemente, dois apagões nacionais ocorreram em uma mesma semana, resultando em paralisações de aulas e cancelamentos de voos.

Contexto

Desde a Revolução Cubana de 1959, o país está sob um embargo econômico rigoroso dos EUA, restringindo grande parte das atividades comerciais e investimentos estrangeiros.

Nesta semana, uma brecha na política foi notada quando um petroleiro russo conseguiu entrar em águas cubanas, um movimento que foi visto como uma tentativa de ajudar a ilha a enfrentar sua crise energética grave.

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