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Internacional
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Flotilha para Gaza é interceptada por militares israelenses

Navios de assistência são abordados em meio a tensões regionais.

Gabriel Rodrigues18 de maio de 2026 às 08:00
Flotilha para Gaza é interceptada por militares israelenses

Os organizadores de uma flotilha com destino à Gaza, que deixou a Turquia na semana passada, relataram nesta segunda-feira (18) que suas embarcações estão sendo interceptadas por navios militares israelenses nas proximidades do Chipre.

A Flotilha Global Sumud postou no X que, "navios militares estão atualmente interceptando nossa frota, e as Forças de Defesa de Israel (FDI) estão abordando o primeiro barco em plena luz do dia".

Horas antes, o Ministério das Relações Exteriores de Israel havia alertado que o país não permitirá qualquer violação do bloqueio naval vigente sobre Gaza, pedindo aos participantes que mudassem de direção imediatamente.

Esta é a terceira tentativa dentro de um ano de romper o bloqueio imposto a Gaza, que enfrenta sérias carências desde o início do conflito com o Hamas em outubro de 2023.

Quase 50 embarcações partiram do sudoeste da Turquia em 14 de maio como parte desta flotilha. As autoridades israelenses, no entanto, negam as alegações sobre a escassez de ajuda humanitária, afirmando que Gaza está "inundada" de assistência.

Em uma tentativa anterior, uma flotilha foi interceptada em águas internacionais próximas à Grécia, em 30 de abril, onde a maioria dos ativistas foi liberada rapidamente em Creta. Contudo, dois ativistas, o brasileiro Thiago Ávila e o palestino de nacionalidade espanhola Saif Abu Keshek, foram detidos, levados para Israel e, após dias de interrogatório, expulsos em 10 de maio.

Organizações não governamentais denunciaram as detenções como ilegais e relataram maus-tratos sofridos pelos ativistas durante a custódia. Embora as autoridades israelenses tenham rejeitado essas alegações, não tomaram medidas legais contra os detidos.

O ministério de Relações Exteriores de Israel criticou a atual tentativa de romper o bloqueio, acusando dois grupos turcos, Mavi Marmara e IHH, de participarem da provocação, sendo o último classificado como organização terrorista.

O ministério argumentou que o objetivo dessa iniciativa é fornecer apoio ao Hamas, desviar a atenção da recusa do grupo em desarmar e prejudicar os esforços de paz promovidos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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