Erro em documento dos EUA gera tensão nas relações com o Brasil
Troca de nomes em proposta de parceria em minerais críticos desagrada governo brasileiro

Um erro de referência no documento enviado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, que chamou o Brasil de 'Equador', trouxe à tona um descontentamento no governo brasileiro, que vê isso como uma falta de comprometimento nas negociações por uma parceria em minerais críticos.
A proposta de assinatura de um memorando de entendimentos, que inclui a cooperação em minerais críticos e terras raras, ainda não avançou e o governo de Donald Trump impõe ameaças de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Este cenário pode prejudicar gravemente as relações comerciais entre os dois países.
✨ Denominações inadequadas em documentos oficiais podem indicar falta de seriedade nas negociações.
As falhas no documento
O documento contém várias rasuras, onde a expressão 'country X' foi substituída por 'Brazil', mas, em um trecho, o nome do Brasil foi substituído por 'Equador'. Essa confusão foi vista como uma evidência da desconsideração do governo Trump em buscar colaboração significativa com o Brasil, especialmente considerando que o país possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo.
Os negociadores brasileiros avaliaram que as propostas do Departamento de Estado foram elaboradas de forma inadequada, ignorando características específicas de cada país, o que reforça a insatisfação em relação à falta de empenho dos EUA nas tratativas.
Aspectos do acordo e negociações adicionais
Entre as críticas à proposta americana, assessores presidenciais destacaram que o acordo pretendido teria 'non-binding nature', o que significa que não teria validade jurídica e não seria integrado às legislações locais ou normas internacionais. Tal condição é considerada insuficiente para uma parceria bilateral robusta.
Contexto das negociações
O Itamaraty havia iniciado contatos com o USTR (escritório do representante comercial da Casa Branca), mas as negociações esfriaram após a compra da mineradora Serra Verde pela empresa americana USA Rare Earth. Esta situação, somada a um contrato de fornecimento já existente, aparentemente diminuiu o interesse dos EUA em uma colaboração mais próxima com o Brasil.
Procurada para esclarecer a situação, a embaixada dos Estados Unidos em Brasília não emitiu resposta até o presente momento.
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