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Internacional
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Erro em documento dos EUA gera tensão nas relações com o Brasil

Troca de nomes em proposta de parceria em minerais críticos desagrada governo brasileiro

João Pereira02 de julho de 2026 às 04:55
Erro em documento dos EUA gera tensão nas relações com o Brasil

Um erro de referência no documento enviado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, que chamou o Brasil de 'Equador', trouxe à tona um descontentamento no governo brasileiro, que vê isso como uma falta de comprometimento nas negociações por uma parceria em minerais críticos.

A proposta de assinatura de um memorando de entendimentos, que inclui a cooperação em minerais críticos e terras raras, ainda não avançou e o governo de Donald Trump impõe ameaças de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Este cenário pode prejudicar gravemente as relações comerciais entre os dois países.

Denominações inadequadas em documentos oficiais podem indicar falta de seriedade nas negociações.

As falhas no documento

O documento contém várias rasuras, onde a expressão 'country X' foi substituída por 'Brazil', mas, em um trecho, o nome do Brasil foi substituído por 'Equador'. Essa confusão foi vista como uma evidência da desconsideração do governo Trump em buscar colaboração significativa com o Brasil, especialmente considerando que o país possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo.

Os negociadores brasileiros avaliaram que as propostas do Departamento de Estado foram elaboradas de forma inadequada, ignorando características específicas de cada país, o que reforça a insatisfação em relação à falta de empenho dos EUA nas tratativas.

Aspectos do acordo e negociações adicionais

Entre as críticas à proposta americana, assessores presidenciais destacaram que o acordo pretendido teria 'non-binding nature', o que significa que não teria validade jurídica e não seria integrado às legislações locais ou normas internacionais. Tal condição é considerada insuficiente para uma parceria bilateral robusta.

Contexto das negociações

O Itamaraty havia iniciado contatos com o USTR (escritório do representante comercial da Casa Branca), mas as negociações esfriaram após a compra da mineradora Serra Verde pela empresa americana USA Rare Earth. Esta situação, somada a um contrato de fornecimento já existente, aparentemente diminuiu o interesse dos EUA em uma colaboração mais próxima com o Brasil.

Procurada para esclarecer a situação, a embaixada dos Estados Unidos em Brasília não emitiu resposta até o presente momento.

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