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Internacional
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EUA intensificam controle militar na América Latina sob Trump

A administração Trump reforça acordos militares com 17 países latino-americanos.

Camila Souza Ramos04 de junho de 2026 às 17:20
EUA intensificam controle militar na América Latina sob Trump

A administração de Donald Trump tem monitorado e ampliado sua influência sobre a América Latina, estabelecendo acordos militares com 17 países em um período de apenas 17 meses.

Com a intenção de retomar a presença política, militar e econômica da potência norte-americana na região, que está se tornando um novo campo de disputa com a China, Washington declarou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, facilitando assim a militarização da área sob o pretexto de combate ao narcotráfico.

A militarização da América Latina está se tornando uma prioridade na estratégia de Defesa Nacional dos EUA, conforme anunciado no final de 2025.

Estratégia de controle militar

No dia 17 de março, Trump anunciou a criação do Escudo das Américas, uma aliança militar que, segundo ele, inclui países alinhados com a extrema-direita latino-americana. O vice-secretário do Departamento de Guerra, Joseph Humire, confirmou os compromissos bilaterais de colaboração com diversas nações, como Argentina, Brasil e Chile.

  • 1Compromissos com segurança de fronteiras
  • 2Oposição ao narcoterrorismo
  • 3Proteção de ativos críticos

O exemplo mais recente vem de Honduras, onde o novo presidente, Tito Asfura, expressou sua disposição de facilitar a presença militar dos EUA no país. Em troca, Asfura está promovendo a aprovação de leis que classificam membros de cartéis como terroristas, algo que foi saudado por Washington.

Novos acordos no continente

Além de Honduras, a Guatemala também se comprometeu a permitir operações conjuntas com as forças armadas dos EUA, validando ações militares em sua luta contra o narcotráfico. A pressão exercida sobre o México é vista como um próximo passo em busca de um controle maior na região.

No sul do continente, o Chile também se tornou um novo aliado estratégico, assinando acordos que permitem cooperação militar e exploração de recursos. Menos perceptível, porém significativo, é o surto de atividade em torno do Paraguai, onde uma base militar pode ser estabelecida.

Contexto

Esta movimentação reflete a preocupação dos EUA em conter a influência de potências como China e Rússia na América Latina, utilizando a questão do narcotráfico como justificativa para ações militares.

A retórica de 'combate ao narcotráfico' por trás das ações na América Latina revela uma estratégia de domínio que visa garantir os interesses americanos, conforme a visão exposta por Humire. Na prática, isso significa um aumento da presença militar e uma mudança na dinâmica de poder no continente.

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