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Internacional
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EUA sinalizam intervenção em Cuba com ações militares e judicia

Ameaças e indiciamentos aumentam as tensões entre EUA e Cuba

Giovani Ferreira28 de maio de 2026 às 16:30
EUA sinalizam intervenção em Cuba com ações militares e judicia

Na quarta-feira, 20 de abril, os Estados Unidos demonstraram sua postura hostil em relação a Cuba ao posicionar o porta-aviões USS Nimitz no Caribe e ao indiciar Raúl Castro, ex-presidente cubano, por um crime datado de 1996.

Essas ações são um reforço às tensões já existentes, agravadas pelo embargo econômico e pela suspensão do fornecimento de petróleo da Venezuela, cujo presidente Nicolás Maduro foi preso em janeiro. O presidente cubano, José Miguel Díaz-Canel, denunciou a escalada como 'perigosa e sem precedentes', prometendo resistência.

O USS Nimitz, com mais de 300 metros, é um barco de guerra preparado para ações de grande escala.

A mobilização de um porta-aviões não é apenas uma demonstração de força e está alinhada a uma estratégia para intimidar Havana. Historicamente, essa configuração bélica foi utilizada em intervenções anteriores, como a operação que resultou na queda de Saddam Hussein no Iraque em 2006.

Acusações e Retaliações

Raúl Castro, que completou 94 anos e saiu da presidência do Partido Comunista em 2021, foi indiciado por envolvimento em ações que resultaram na queda de aeronaves civis da organização 'Irmãos ao Resgate'. Embora as aeronaves fossem civis, a acusação de abate inflama a retórica beligerante dos EUA.

Os comentários do secretário de Justiça interino, Todd Blanche, sobre a expectativa de que Castro se entregue ou enfrente a justiça, aumentam os rumores de uma possível ação militar para captura-lo, refletindo um padrão de intervenção na Venezuela.

Marco Rubio, secretário de Estado, usou os recentes eventos para redirecionar apoio a Cuba e influenciar eleitores latino-americanos nos próximos anos.

Enquanto isso, a situação interna em Cuba permanece crítica. O bloqueio contínuo e a crise de petróleo causaram apagões diários de até 20 horas e interrupções no fornecimento de serviços essenciais, como tratamentos médicos. O clima de incerteza e morte se aprofunda na ilha antes mesmo de qualquer conflito armado.

As tensões entre os Estados Unidos e Cuba, exacerbadas por ações militares e intimidatórias, revelam um cenário perigoso e incerto para o futuro da ilha e suas relações internacionais.

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