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Internacional
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Irã acusa EUA de violar protocolo de paz após bombardeios

A retaliação do Irã reacende incertezas sobre a segurança no Estreito de Ormuz.

Gabriel Rodrigues27 de junho de 2026 às 10:10
Irã acusa EUA de violar protocolo de paz após bombardeios

O governo iraniano denunciou, neste sábado, os Estados Unidos por uma "violação clara" do protocolo de paz assinado para encerrar conflitos no Oriente Médio, após bombardeios direcionados ao território iraniano. A ação americana provocou uma resposta militar de Teerã, alimentando temores sobre a segurança no crucial Estreito de Ormuz.

Contexto do Conflito

Os ataques realizados pelos EUA, marcando os primeiros desde a assinatura do acordo de paz em 17 de junho, seguiram um suposto ataque a um navio comercial no Estreito de Ormuz. O Exército norte-americano informou que os bombardeios miraram depósitos de mísseis e drones, além de sistemas de radar no Irã.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou os bombardeios como uma "flagrante violação" da Carta das Nações Unidas e do acordo previamente estabelecido. Como resposta, a Guarda Revolucionária iraniana atacou posições americanas na área do Golfo.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, declarou que o Irã deve buscar diálogo, enfatizando que a violência perpetua mais conflitos.

Impacto no Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz, vital para o transporte marítimo de petróleo, continua a ser uma zona de tensão, especialmente após um petroleiro ter sido atingido por um projétil não identificado neste sábado.

A situação se agrava com a necessidade de garantir a segurança das rotas de navegação. A Organização Marítima Internacional (OMI) está empenhada em facilitar a evacuação de navios e seus marinheiros, enquanto o Bahrein relatou ataques com drones vindos do Irã.

Negociações entre Israel e Líbano

Em meio a essa tensão, os EUA tentam mediar um acordo entre Israel e Líbano, propondo uma estrutura que visa a paz duradoura entre os dois países em conflito. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reafirmou a presença militar de Israel no sul do Líbano até que o Hezbollah seja desarmado.

Reações no Líbano à possibilidade de um acordo foram variadas, com membros do Hezbollah expressando descontentamento e gerando protestos nas ruas de Beirute, destacando a complexidade da situação na região.

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