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Internacional
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Irã Aumenta Controle sobre o Estreito de Ormuz em Meio a Conflito

Ameaças de bloqueio ao tráfego marítimo impactam o comércio global de petróleo

João Pereira27 de março de 2026 às 07:25
Irã Aumenta Controle sobre o Estreito de Ormuz em Meio a Conflito

A simples projeção de instalação de minas ou a possibilidade de mísseis e drones foi suficiente para afastar empresas de navegação e seguradoras da região.

O Estado Islâmico e as Ameaças Marítimas

Com uma produção diária que chega a 4,5 milhões de barris, o Irã, até fevereiro de 2026, controlava 4% da oferta mundial de petróleo. Após uma série de ofensivas dos EUA e Israel, sua participação aumentou para impressionantes 20%. Este crescimento não decorre de fatores econômicos, mas do poder militar que o país exerce sobre um estreito estratégico entre os golfos Pérsico e de Omã.

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A capacidade de bloquear o estreito com meras ameaças é uma estratégia de guerra assimétrica que redefine o campo de batalha.

A localização geográfica do Irã possibilita uma posição favorável para intervir em embarcações que transitam pelo estreito.

Contexto Estratégico

O Estreito de Ormuz é vital para o escoamento de petróleo, representando cerca de 20% da produção global.

A revista The Economist destacou a situação em capa, mostrando um mapa-jogo para as potências em competição. Essa é a primeira vez que o Irã realmente ameaça bloquear o estreito, apesar de já ter feito declarações nesse sentido anteriormente.

Eduardo Svartman, especialista em Estratégia Internacional, comenta que as forças armadas iranianas estão bem preparadas para utilizar a guerra assimétrica, considerando seu potencial relativamente menor em comparação aos Estados Unidos.

  • 1Apoio a grupos irregulares, como o Hezbollah e os houthis
  • 2Ameaças de ataques aéreos em águas estratégicas
  • 3Capacidade de desestabilização da circulação marítima

Juliano Cortinhas da UnB ressalta que a escolha do Irã em usar táticas assimétricas reflete sua preparação para retaliar após os ataques dos EUA e Israel.

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A percepção equivocada do poder militar dos Estados Unidos levou a erros de cálculo no tratamento do Irã.

As avaliações sobre a força iraniana por parte da inteligência americana falharam em reconhecer a capacidade de resistência do país.

Desafios Climáticos

O ex-embaixador Sérgio Tutikian alerta que as forças dos EUA precisarão lidar com temperaturas extremas na região, que podem alcançar até 50ºC durante o verão.

Historicamente, o Estreito de Ormuz representa uma linha de frente constante em tensões geopolíticas, trazendo à tona as complexidades atuais do conflito.

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