Voltar
Internacional
2 min de leitura

Mali enfrenta conflito intenso após ataques insurgentes

Insurgentes realizam ataques coordenados em várias regiões do país

Gabriel Azevedo25 de abril de 2026 às 11:25
Mali enfrenta conflito intenso após ataques insurgentes

Neste sábado (25), Mali testemunhou uma série de ataques orquestrados por insurgentes, resultando em uma escalada de violência na capital, Bamako, e em outras localidades. O Exército solicitou que a população mantenha a calma durante esse período crítico.

De acordo com um informe da ONU, os ataques ocorreram de forma simultânea em Kati, nas proximidades do aeroporto da capital, além de cidades e vilas ao norte, como Mopti, Gao e Kidal. A embaixada dos EUA no Mali recomendou aos seus cidadãos que permaneçam em suas residências.

As explosões e o tiroteio, que começaram antes das 3h, horário de Brasília, foram ouvidos nas imediações da principal base militar em Kati, com helicópteros militares sobrevoando a região.

Pessoas que estavam na cidade de Sevare relataram a intensidade dos confrontos, com um morador afirmando que a residência do Ministro da Defesa, Sadio Camara, em Kati, foi atingida e destruída. O Mali, há tempos, enfrenta a ação de grupos extremistas vinculados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico.

O governo militar liderado por Assimi Goita ascendeu ao poder após uma série de golpes de Estado em 2020 e 2021, comprometendo-se a restaurar a segurança, mas encontra desafios significativos na implementação dessas promessas.

Embora o Exército tenha declarado que a situação estava sob controle, com operações de busca em andamento, a extensão desses esforços ainda não estava clara. Grupos insurgentes, como o JNIM (Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin), frequentemente têm realizado ataques contra instalações militares, e fontes de segurança indicam seu envolvimento nesta ação coesa.

"

"Hoje enfrentamos o maior ataque coordenado em anos", afirmou Ulf Laessing, chefe do programa Sahel da Fundação Konrad Adenauer.

Os recentes confrontos sugerem um aumento na insurgência que se intensificou desde 2012. Manzin, analista-chefe da consultoria de risco estratégico Sibylline, observou que as perdas em áreas do norte podem ser uma possibilidade realista.

A situação se agrava ainda mais com a recente intenção do governo de buscar laços mais próximos com Washington para apoio em segurança, após inicialmente resistir à colaboração com potências ocidentais. O ministro das Relações Exteriores do Mali comentou que grupos terroristas estão sendo apoiados por países vizinhos, embora tenha se recusado a nomeá-los.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Internacional