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Internacional
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Negociações no Paquistão enfrentam incertezas após ataques no Líbano

A participação do Irã nas conversações para a paz é questionável após bombardeios israelenses.

Gabriel Rodrigues10 de abril de 2026 às 07:40
Negociações no Paquistão enfrentam incertezas após ataques no Líbano

O Paquistão se prepara para receber delegações dos Estados Unidos e do Irã em negociações programadas para esta sexta-feira, dia 11. Entretanto, a presença do Irã na mesa de diálogo é incerta devido aos recentes ataques aéreos israelenses que resultaram na morte de mais de 300 pessoas no Líbano.

Os bombardeios aconteceram logo após um cessar-fogo, mediado pelos Estados Unidos, entrar em vigor na terça-feira, 9 de dezembro. As hostilidades no Líbano, que envolvem Israel e o grupo Hezbollah, aliado do Irã, marcam o período mais intenso de confrontos entre os dois lados desde o início do atual conflito com os EUA e Israel, que começou em 28 de fevereiro.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghai, afirmou que a continuidade das negociações depende do respeito dos EUA ao cessar-fogo.

O Paquistão, que atua como mediador, enfatizou que as condições do cessar-fogo devem aplicar-se a toda a região, incluindo o Líbano. No entanto, essa afirmação foi rejeitada por representantes israelenses e americanos.

Expectativas para as Negociações

As conversações estão agendadas para um hotel de luxo em Islamabad sob rigorosa segurança. A delegação americana será liderada pelo vice-presidente JD Vance, acompanhado por Steve Witkoff, enviado especial dos EUA, e Jared Kushner, ex-assessor de Donald Trump.

Enquanto Trump expressa otimismo quanto a um acordo de paz, observadores apontam que o resultado das conversações é incerto, podendo variar de um acordo sólido a uma nova crise.

Em contraste, o governo iraniano demonstrou ceticismo, com a Agência de Notícias Tasnim negando a chegada da delegação ao Paquistão.

Impacto Regional e Tensões

A situação no Líbano foi amplificada pelo Hezbollah que respondeu aos ataques israelenses. A ONU expressou preocupação com a escalada e vários países, como França e Reino Unido, pediram a inclusão do Líbano no cessar-fogo.

Na madrugada de sexta-feira, após o lançamento de foguetes do Líbano, alarmes soaram em várias cidades israelenses. O Hezbollah reivindicou a responsabilidade pelos ataques contra Israel, aumentando a tensão na região.

"

‘Enquanto os Estados Unidos não respeitarem seu compromisso de cessar-fogo no Líbano, as negociações serão suspensas’

Agência Tasnim.

Contexto

O Estreito de Ormuz é um ponto estratégico que o Irã procura controlar, desafiando normas internacionais, enquanto a movimentação no comércio marítimo permanece comprometida.

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