Thiago Ávila, ativista brasileiro, é preso em Israel durante flotilha
Ativista enfrenta isolamento e greve de fome após abusos.

O ativista brasileiro Thiago Ávila foi detido pelo Exército de Israel enquanto participava da Global Sumud Flotilla, uma iniciativa para levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Atualmente, ele está em uma cela solitária e iniciou uma greve de fome após relatos de agressões durante sua captura.
Ávila comunicou ao Itamaraty ter sido agredido, o que o fez desmaiar e o deixou 'muito machucado'. Um familiar informou que, além de sofrer agressões, ele foi amarrado e vendado, sendo forçado a permanecer de bruços no chão desde sua apreensão.
Em mensagens recentes para sua família, foi mencionado que ele foi atendido por um médico, mas continua em o isolamento. Durante os interrogatórios, investigadores israelenses teriam mostrado imagens da esposa e da filha de 2 anos de Ávila, o que é visto como uma manobra de intimidação.
✨ As imagens da família foram apresentadas como forma de pressão psicológica, provocando indignação entre parlamentares brasileiros e a proposta de uma investigação pela Polícia Federal e Ministério Público Federal sobre possíveis violações de direitos e uso inadequado de dados pessoais.
Além de Ávila, outros brasileiros, incluindo Amanda Coelho Marzall e Leandro Lanfredi de Andrade, estavam a bordo da flotilha interceptada, que a organização classifica como uma ação ilegal, já que ocorreu em águas internacionais. Relatos apontam que algumas pessoas detidas podem ser levadas ao porto de Ashdod para deportação, enquanto Ávila poderia enfrentar acusações de terrorismo.
No último domingo, ele compareceu a um tribunal em Ashkelon, onde passou por interrogatório. A Justiça prorrogou sua prisão por dois dias, junto com a do espanhol-palestino Saif Abu Keshek, ambos acusados de associações a uma organização considerada terrorista pelos Estados Unidos.
Os governos do Brasil e da Espanha condenaram a detenção, classificando-a como 'sequestro' e ilegal. Em comunicado oficial, exigiram o 'retorno imediato' de Ávila e Abu Keshek, afirmando que a ação das autoridades israelenses é uma violação do Direito Internacional.
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