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Internacional
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Trump condiciona apoio a Taiwan após cúpula com Xi Jinping

Advertência ocorreu após encontros em busca de estabilização nas relações bilaterais.

João Pereira15 de maio de 2026 às 18:35
Trump condiciona apoio a Taiwan após cúpula com Xi Jinping

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou Taiwan sobre possíveis consequências de uma declaração de independência, durante sua visita de Estado nesta sexta-feira, 15. A advertência se deu após pressão do presidente chinês, Xi Jinping, que requisitou a Washington que não apoie a ilha.

Trump destacou que, embora tenha firmado acordos comerciais considerados 'fantásticos', não trouxe avanços concretos nas negociações sobre a guerra com o Irã. Ao convidar Xi para uma visita a Washington em setembro, ficou evidente que ambos os líderes buscam a estabilização das relações entre as duas potências econômicas.

Trump deixou claro sua oposição a uma declaração de independência de Taiwan.

Em entrevistas, Trump declarou: 'Não queremos que alguém pense que podemos proclamar a independência com apoio dos Estados Unidos', enfatizando o desejo de que tanto Taiwan quanto a China mantenham a calma. A posição dos EUA tradicionalmente reconhece apenas o governo da China, sem apoiar abertamente a independência de Taiwan, enquanto a legislação americana exige o fornecimento de armas para a defesa da ilha.

Na quinta-feira anterior, Xi Jinping declarou, com firmeza, que a questão de Taiwan é vital nas relações entre os Estados Unidos e a China. 'Se forem mal administradas, os dois países poderão colidir, até mesmo entrar em conflito', alertou Xi, reafirmando as alegações chinas sobre Taiwan.

Contexto

Taiwan é uma democracia que Pequim reivindica como parte de seu território, enquanto os EUA mantêm relações estratégicas com a ilha sem declarar apoio à sua independência.

Durante as discussões, o Ministério de Assuntos Exteriores de Taiwan expressou gratidão aos Estados Unidos por sua postura que valoriza a paz e a estabilidade na região. Especialistas, como Jacob Stokes, do Center for a New American Security, interpretaram a cúpula como um reforço nas relações bilaterais, mais do que um avanço significativo com resultados concretos.

A futura visita de Xi a Washington poderá representar um novo desafio ao frágil equilíbrio que reina nas relações entre os dois países. Bonnie Glaser, do German Marshall Fund, prevê que a China pressionará para que Trump evite decidir sobre a venda de armas a Taiwan.

No que tange aos acordos comerciais, ambos os países concordaram em implementar todos os acordos existentes e discutir comércio e investimentos. Trump mencionou a intenção da China de adquirir 200 aeronaves da Boeing, enfatizando a importância dessa negociação para as relações econômicas.

Embora a China não tenha confirmado publicamente alguns pontos levantados por Trump, Xi considerou a reunião uma 'visita histórica', estabelecendo uma nova relação bilateral marcada por uma estabilidade construtiva. Na entrevista, Trump também minimizou tensões relacionadas a espionagem e ciberataques entre as superpotências.

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