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Internacional
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Trump condiciona programa nuclear saudita a acordo com Israel

A normalização das relações entre Arábia Saudita e Israel é exigida.

Gabriel Rodrigues23 de julho de 2026 às 12:00
Trump condiciona programa nuclear saudita a acordo com Israel

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira que o estabelecimento de um programa nuclear civil na Arábia Saudita está condicionado à normalização das relações desse país com Israel.

O pacto, que foi revelado na quarta-feira, é parte de um contexto mais amplo de tensão entre EUA e Irã, onde os Estados Unidos estão preocupados com o desenvolvimento nuclear iraniano, que é um dos principais pontos de disputa nas negociações de paz da região.

O acordo pode gerar bilhões de dólares para empresas americanas, mas críticos alertam sobre os riscos de uma corrida armamentista nuclear.

Trump declarou que 'o acordo será aprovado, mas depende totalmente da adesão da Arábia Saudita aos respeitados Acordos de Abraão', que buscam normalizar relações entre nações historicamente hostis e Israel.

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, enfatizou que o reconhecimento saudita seria um marco histórico para a paz no Oriente Médio. Entretanto, especialistas alertam que o documento do acordo, ainda não divulgado, pode criar um cenário de proliferação nuclear na região.

Informações do Wall Street Journal indicam que o pacto pode incluir a construção de uma usina de enriquecimento de urânio na Arábia Saudita. No entanto, o Departamento de Energia dos EUA não confirmou essa informação e Trump afirmou em sua plataforma Truth Social que 'não haverá enriquecimento de material!'

"

Trump afirma que sua luta contra o Irã visa impedir que regimes autoritários adquiram tecnologia nuclear, mas agora permite que a Arábia Saudita faça exatamente isso

é absurdo.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, comentou que 'qualquer acordo' relacionado à energia nuclear civil deve incluir salvaguardas rigorosas para prevenir a transformação em um programa de armas.

Vale ressaltar que tanto a Arábia Saudita quanto o Irã reivindicam o direito de desenvolver programas nucleares civis. No ano passado, a Arábia Saudita firmou um pacto de defesa mútua com o Paquistão, que possui armas nucleares.

Em 2009, os EUA assinaram um acordo nuclear com os Emirados Árabes Unidos, que se comprometeram a não enriquecer urânio. As preocupações quanto à proliferação nuclear persistem, especialmente após incidentes como o recente incêndio na usina de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, minimizou a preocupação com a proliferação, afirmando que o acordo atende às necessidades econômicas e estratégicas do país, respaldado pelos mais altos padrões de segurança nuclear e não proliferação.

Jennifer T. Gordon, do Atlantic Council, considerou o acordo uma vitória para os EUA no embate com Rússia e China, destacando que a Arábia Saudita optou por cooperar com os EUA em sua busca por tecnologia nuclear.

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