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Internacional
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Trump critica Irã enquanto acordo entre EUA e Teerã se desfaz

Presidente americano endurece discurso em cúpula da Otan na Turquia

Gabriel Rodrigues08 de julho de 2026 às 06:05
Trump critica Irã enquanto acordo entre EUA e Teerã se desfaz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou seu discurso em relação ao Irã, referindo-se ao país como 'pessoas más e doentes' durante a cúpula da Otan realizada na Turquia. Este endurecimento de tom ocorre em um momento crítico, quando o acordo preliminar entre as duas nações parece estar se desmoronando.

Tensões no Estreito de Ormuz

Trump criticou as ações do Irã em atacar embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, definindo esses atos como uma violação clara do cessar-fogo. Este posicionamento surge após a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã ter realizado ataques a alvos militares americanos no Bahrein e no Kuwait, em retaliação a ataques aéreos dos EUA contra o território iraniano.

Trump afirmou que os Estados Unidos estão 'perdendo tempo' ao dialogar com o Irã e propôs uma resposta militar mais contundente.

Reação dos líderes internacionais

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, apoiou as ações militares dos EUA, considerando-as 'absolutamente necessárias'. Ele enfatizou a importância de uma reação firme às violações do cessar-fogo por parte do Irã, especialmente após os recentes ataques a navios comerciais.

"

'Quando há um cessar-fogo violado, a resposta dos Estados Unidos é crucial'

Mark Rutte.

A perspectiva do Irã

Em uma resposta contundente, Mohammad Bagher Ghalibaf, o principal negociador do Irã e presidente do Parlamento, destacou as supostas violações dos EUA ao acordar, incluindo a continuidade de sanções ao petróleo e ameaças de ataques. Em publicação nas redes sociais, ele acusou o governo norte-americano de descumprir o pacto ao não respeitar os 'ajustes iranianos no Estreito de Ormuz'.

Contexto

As tensões entre os Estados Unidos e o Irã aumentaram substancialmente nos últimos anos, especialmente após a retirada dos EUA do acordo nuclear em 2018, levando a uma escalada de ataques e retaliações entre os dois países.

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