Trump inicia escolta naval em Ormuz; Irã promete retaliar
Medida gera tensões no estreito vital para o comércio global

O presidente dos EUA, Donald Trump, revelou um plano para que as forças americanas iniciem a escolta de navios no Estreito de Ormuz a partir de segunda-feira, 4. Essa ação acende um alerta de possíveis confrontos, já que o comando militar do Irã ameaçou retaliar se a operação for executada.
Desde 28 de fevereiro, após o início dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, Teerã bloqueou quase completamente o estreito, uma rota crucial para o transporte global de petróleo. Para contrabalançar essas ações, Washington impôs um bloqueio naval aos portos iranianos.
✨ Intitulada 'Projeto Liberdade', a operação visa ajudar marinheiros que, segundo Trump, enfrentam escassez de suprimentos na região.
Durante o anúncio no domingo, Trump enfatizou que a Marinha dos EUA irá proteger especificamente navios de países sem envolvimento no conflito. O Comando Central Americano (Centcom) complementou essa operação com a mobilização de destróieres, aeronaves e 15 mil soldados.
Em resposta, o general Ali Abdollahi, do Exército iraniano, advertiu que qualquer presença militar estrangeira, especialmente dos EUA, será considerada uma ameaça e alvo de ataques. Ebrahim Azizi, um dos líderes do Parlamento iraniano, reforçou que a interferência norte-americana violaria o cessar-fogo estabelecido em 8 de abril.
Contexto
O bloqueio do Irã e as operações militares dos EUA estão em curso num cenário de alta tensão que já resultou em milhares de mortes, especialmente entre civis iranianos e libaneses, devido aos conflitos com Israel.
Os efeitos da crise continuam a impactar a economia global, refletindo-se no aumento dos preços do petróleo, que atingiu sua maior cotação em quatro anos. A crise atual vem após tentativas de negociação que não resultaram em acordos devido a divergências nas condições propostas, especialmente sobre o Estreito de Ormuz.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, pediu aos EUA uma postura mais conciliadora, afirmando que a prioridade atual é pôr fim ao conflito. Teerã, inclusive, apresentou uma nova proposta de paz, enquanto Trump mencionou que as conversas entre os dois países são promissoras.
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