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Internacional
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Xenofobia ressurge na África do Sul e em países da América Latina

Crescimento da violência contra imigrantes revela tensões sociais

Gabriel Rodrigues16 de julho de 2026 às 16:50
Xenofobia ressurge na África do Sul e em países da América Latina

No fim de junho de 2026, a violência contra imigrantes na África do Sul voltou a ser um problema grave, resultando em pelo menos quatro mortes e levando milhares de estrangeiros a deixarem o país. Protestos em massa exigem a deportação de migrantes sem vistos, acusados de roubar empregos e agravar a pobreza em um contexto de alto desemprego.

Causas da Violência

Com um terço da população sul-africana sem emprego, a frustração social se traduz em agressões contra imigrantes, particularmente aqueles provenientes de países vizinhos como Malawi e Zimbábue. A expressão “Abahambe” se tornou um grito de guerra entre os manifestantes, revelando um clima de hostilidade contra os forasteiros.

História de Violência das Últimas Décadas

Desde o fim do apartheid, a xenofobia não é novidade na África do Sul, tendo resultado em 703 mortes até hoje. A historiadora Fezokuhle Mthonti destaca que hoje essa violência é amplamente financiada e apoiada por uma cobertura midiática que legitima esses atos.

Divergências na América Latina

Paralelamente, na América Latina, a retórica anti-imigração tornar-se um tema central nos debates eleitorais. Países como Equador, Colômbia e Chile veem o surgimento de poderes de extrema-direita explorando essa narrativa para ganhar apoio popular.

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A migração é, historicamente, pauta da extrema-direita. Sempre existiu como cortina de fumaça para a eleição de inimigos a serem combatidos

Roberta Peres, socióloga.

Mudanças Estruturas na Imigração

Enquanto as fronteiras se tornam mais rigorosas, a migração de bilionários, como Peter Thiel, revela outra faceta desse fenômeno. Com promessas de ambientes favoráveis à livre empresa, muitos buscam novas oportunidades em países que, ao mesmo tempo, impõem barreiras migratórias rigorosas a imigrantes comuns.

Contexto Global

Mais de 165 mil bilionários estão mudando ou planejando mudar de país em busca de melhores condições fiscais e oportunidades de mercado, enquanto as leis de imigração se tornam mais severas, afetando os menos privilegiados.

Esse paradoxo expõe uma crescente seletividade na migração, onde apenas os que têm recursos podem desfrutar da livre circulação. Com a desigualdade tão evidente, muitas vezes as políticas emergem como soluções simplistas para problemas complexos, culpando os migrantes por crises que vão além de sua presença.

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