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Internacional
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Colômbia apresenta crescimento econômico, mas eleições estão em risco

Candidato de extrema-direita lidera apurações em clima polarizado

Tiago Abech02 de junho de 2026 às 15:40
Colômbia apresenta crescimento econômico, mas eleições estão em risco

A Colômbia registrou em 2025 um aumento de 3,6% em seu Produto Interno Bruto, destacando-se como o país com o maior crescimento da América Latina e ocupando a quarta posição mundial.

Enquanto entre 2,2 e 3 milhões de pessoas deixaram a pobreza devido a iniciativas governamentais como Renta Ciudadana e um aumento no salário mínimo, a eleição presidencial se torna um campo de batalha entre propostas políticas conflitantes.

Cenário eleitoral e ascensão da extrema-direita

De acordo com uma pré-contagem realizada por uma empresa privada, contestada por autoridades, Abelardo de la Espriella, um candidato de extrema-direita, está liderando as apurações. Sua ascensão, marcada pela transferência de votos da candidata oficial do uribismo, Paloma Valencia, representa uma mudança significativa no cenário político.

A eleição colombiana é crucial para o Brasil, um dos poucos aliados do governo em uma região dominada por movimentos de direita.

Gustavo Petro, atual presidente colombiano, seguiu um caminho à esquerda distinto do brasileiro, e uma eventual derrota pode impactar negativamente as perspectivas de uma política progressista na América Latina.

Estratégias políticas em jogo

Espriella exemplifica uma estratégia comum entre as elites latino-americanas, aproveitando o esgotamento das políticas tradicionais para promover um discurso de medo e combate ao crime. Ele é admirador do presidente salvadorenho Nayib Bukele e utiliza promessas de segurança militar para angariar apoio.

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A política se torna uma questão de quem será expulso, encarcerado e superexplorado.

A experiência da Colômbia oferece lições valiosas sobre como um verdadeiro fortalecimento político dos pobres pode contrabalançar essa mobilização do medo.

Contexto Adicional

As eleições colombianas são agendadas para o dia 21 de junho e os resultados podem ter repercussões sobre a trajetória política da esquerda na América Latina.

Caso Espriella vença, a esquerda poderá enfrentar um novo revés em suas tentativas de consolidar uma agenda progressista na região.

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