Colombianos votam em eleição que pode redefinir paz e política
Disputa entre extrema-direita e esquerda é crucial para o futuro do país

Neste domingo, 21 de outubro de 2026, os colombianos selecionam seu novo presidente entre um candidato de extrema-direita, apoiado por Donald Trump, e um senador de esquerda próximo ao governo atual. Esta votação é decisiva para o futuro do frágil processo de paz no país e para as relações com os Estados Unidos.
O advogado Abelardo de la Espriella, de 47 anos, conhecido por seu discurso incisivo contra as guerrilhas, é considerado favorito na corrida, qualificando a esquerda como o "câncer" que precisa ser erradicado. Ele enfrenta Iván Cepeda, um congressista de 63 anos alinhado ao governo, que tem apoiado programas voltados para a população e a redução da desigualdade, num dos países mais desiguais do mundo.
✨ O conflito armado na Colômbia continua a dificultar o turismo e a segurança nacional.
A votação começou às 8h (10h em Brasília) e deve encerrar às 16h (18h em Brasília), com resultados esperados poucas horas após o fechamento das urnas. O agricultor Hermes Ortega expressou ceticismo, afirmando que nenhum dos candidatos tem capacidade de resolver os problemas da violência no país, notando um impacto negativo no turismo devido ao conflito.
Visões Divergentes
A assinatura do acordo de paz em 2016 trouxe um período de relativa tranquilidade, mas a última década foi marcada por uma escalada de violência, incluindo ataques a candidatos presidenciais. De la Espriella critica o atual presidente, Gustavo Petro, a quem acusa de liderar uma "máfia", prometendo um ataque militar aos grupos armados caso seja eleito.
Com dupla nacionalidade, ele rejeita as tentativas de paz de Petro e busca apoio internacional para intensificar a luta contra o narcotráfico e a guerrilha. Por outro lado, Cepeda, que perdeu seu pai para a violência política, defende a "Paz Total" e se compromete a priorizar os direitos dos mais pobres.
Implantações Futuras
Sem chance de reeleição, Petro aspira a consolidar a esquerda no poder, respaldado por governos progressistas na América Latina. Em contraste, a direita, fortificada por Trump, busca espaço em outros países da região como Argentina e Chile.
De la Espriella possui uma campanha carismática que apela ao nacionalismo e propõe uma série de soluções radicalizadas, como a redução do estado e a exploração petrolífera. Contudo, seus comentários frequentemente polêmicos fazem dele um candidato controverso, com críticos destacando seu histórico de comentários machistas e suas ligações passadas com narcotraficantes.
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