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Internacional
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Zelensky alerta sobre déficit de armas por conflito no Irã

Presidente ucraniano destaca dificuldades nas negociações de paz

Acro Rodrigues14 de abril de 2026 às 17:25
Zelensky alerta sobre déficit de armas por conflito no Irã

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, expressou preocupação sobre a falta de atenção dos mediadores americanos devido à recente guerra no Irã, em entrevista à ZDF, televisão pública da Alemanha.

Zelensky afirmou que a questão das armas americanas à Ucrânia é um sério desafio.

Na conversa, ele citou que Steve Witkoff e Jared Kushner, os representantes dos EUA envolvidos nas negociações com a Rússia, estão mais focados nas conversações com o Irã, o que, segundo Zelensky, prejudica a urgência das negociações para a Ucrânia.

Zelensky enfatizou que se a guerra continuar, a escassez de equipamentos militares, especialmente de sistemas de defesa aérea, se tornará um dos principais problemas do país. Ele destacou a dificuldade em obter mísseis interceptadores do sistema Patriot PAC-3, além dos mísseis PAC-2, que a Ucrânia adquire pelo programa PURL, destinado a financiar a compra de armamentos americanos com apoio europeu.

Contexto

A guerra na Ucrânia começou em 2022 com a invasão russa, levando a ataques quase diários com drones no território ucraniano.

Em coletiva de imprensa na Noruega, Zelensky mencionou que a situação de fornecimento de armamentos está se tornando “muito difícil” e que os envios estão ocorrendo de forma lenta. Ele também disse que, desde o início do conflito no Oriente Médio, já se previa dificuldades no recebimento de ajuda militar.

O governo da Noruega, por sua vez, afirmou que busca estreitar a colaboração entre as indústrias de defesa de seu país e da Ucrânia, com destaque para a produção de drones na Noruega.

Novos ataques na Ucrânia

Nesta terça-feira, ataques russos em diversas regiões da Ucrânia resultaram na morte de sete pessoas, incluindo uma criança, e deixaram dezenas de feridos, conforme informado pelas autoridades locais. É importante lembrar que o Exército russo mantém uma estratégia de ataques sistemáticos com drones desde a invasão em 2022.

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