Agostina Páez classifica legislação brasileira como severa

A advogada argentina Agostina Páez, acusada de injúria racial no Brasil, voltou a Buenos Aires na quarta-feira (1º) após conseguir se liberar com o pagamento de caução de R$ 97 mil.
Ao chegar em seu país natal, Agostina expressou sua opinião sobre o sistema legal brasileiro, que considera 'muito severo' em relação a crimes de injúria racial.
O incidente ocorreu em janeiro, quando a advogada foi envolvida em uma discussão em um bar em Ipanema. O contraste entre as legislações do Brasil e da Argentina fica evidente, pois a legislação brasileira aplica penas significativas para ofensas raciais.
✨ No Brasil, injúria racial é tratada como crime imprescritível, com penas que variam de dois a cinco anos de reclusão.
Antes de permitir o retorno de Páez, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro impôs medidas severas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a retenção de seu passaporte.
Na Argentina, a Lei 23.592 aborda atos discriminatórios focando na reparação de danos às vítimas, com penas que vão de um mês a três anos de prisão para crimes relacionados a teorias de superioridade racial.
Além disso, a motivação racial é considerada um agravante, podendo aumentar a pena de outros crimes.
Embora esteja de volta na Argentina, Agostina deve continuar a manter seus dados atualizados no processo judicial brasileiro, dado os tratados que existem entre os dois países para extradição e transferência de presos.
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