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Justiça
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Artur Gomes é preso novamente por esquema de corrupção em SP

Ex-auditor fiscal é apontado como líder de operação bilionária ilícita.

Tiago Abech11 de junho de 2026 às 18:40
Artur Gomes é preso novamente por esquema de corrupção em SP

Artur Gomes da Silva Neto, ex-auditor fiscal e suposto líder de um esquema bilionário de corrupção, foi preso em São Paulo durante uma operação em sua residência na quarta-feira (10). Ele passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (11), onde a prisão preventiva foi determinada.

Conforme as investigações, Artur, descrito como o 'cérebro' do esquema, estaria envolvido na aprovação indevida de créditos de ICMS, prejudicando significativamente os cofres públicos. O Ministério Público apontou que sua atuação resultou em perda estimada em R$ 5,7 bilhões para o Estado de São Paulo e aproximadamente R$ 1,74 bilhão na esfera federal.

A prisão contou com detalhes que intrigaram as autoridades; ele foi encontrado na companhia de um garoto de programa, que também fazia parte do esquema. Artur utilizava o telefone do jovem para se comunicar com outros envolvidos, já que estava sem seu próprio celular.

Artur é investigado por mais de 130 crimes, incluindo lavagem de dinheiro e corrupção, e é réu em sete ações penais.

Recentemente, durante o cumprimento de mandados, foram apreendidos documentos, um notebook e cerca de R$ 10 mil em espécie, além de manuscritos destinados a outros integrantes do esquema. Esses documentos continham orientações para dificultar as investigações e evitar acordos de delação.

Artur também acumulava uma grande quantidade de criptomoedas, cerca de 277 bitcoins, que não foram declarados às autoridades fiscais e que são considerados um dos instrumentos de lavagem de dinheiro do esquema.

Contexto da Operação

A Operação Ícaro, iniciada em 2025, investiga fraudes na aprovação de créditos de ICMS e já resultou na lavratura de aproximadamente 1.200 autos de infração contra diversas empresas.

Além disso, Artur mantinha relações diretas com empresários influentes, o que levantou suspeitas sobre uma rede maior de conluios dentro do setor.

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