PGR e PF descartam delação de ex-CEO do banco Master
Material apresentado por Daniel Vorcaro é considerado frágil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) devem não aceitar a recente proposta de delação do ex-CEO do banco Master, Daniel Vorcaro. Investigadores confidenciais afirmam que o conteúdo oferecido é considerado 'frágil' e não traz novidades significativas.
Proposta Desconsiderada
Apresentada na última quarta-feira, a proposta deixou diversas questões sem resposta e não acrescentou ao que já é conhecido pela PF a partir dos celulares apreendidos. Em essência, Vorcaro teria repetido informações que já estavam ao alcance das autoridades.
✨ Dúvidas sobre como a fraude funcionava permanecem sem esclarecimento.
Elementos como a dinâmica da fraude, os envolvidos, a origem dos valores para iniciar o esquema e as relações que Vorcaro havia cultivado para sustentar a operação fraudulenta não foram abordados. A proposta falhou em explicar a camaradagem com o Banco de Brasília, que supostamente inflacionou uma carteira de crédito.
Nomes relevantes, como o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, não foram mencionados na proposta, apesar das sugestões de envolvimento relacionados a falhas na fiscalização.
Se a proposta for rejeitada, a defesa de Vorcaro pode solicitar mais prazos, dependendo da autorização do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. No entanto, a PF e a PGR podem optar por não prosseguir com o acordo se outras pessoas envolvidas no esquema puderem oferecer as informações necessárias para a investigação.
Vale destacar que, há duas semanas, Vorcaro recuou em relação a alguns nomes que havia inicialmente sugerido a seus advogados quando começou a elaborar sua proposta de delação premiada.
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