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Justiça
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CPI do Crime Organizado investiga repasses milionários a políticos

Documentos da Receita revelam pagamentos expressivos a diversas figuras políticas.

Ricardo Alves08 de abril de 2026 às 18:15
CPI do Crime Organizado investiga repasses milionários a políticos

Documentos remetidos pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado revelam que pagamentos milionários do Banco Master foram feitos a importantes figuras da política brasileira, gerando novas investigações.

Entre os beneficiados estão Michel Temer, com R$ 10 milhões, e outros nomes de peso.

O ex-presidente Michel Temer foi um dos que mais receberam, totalizando R$ 10 milhões. Além dele, a Pollaris Consultoria, dirigida pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, recebeu R$ 14 milhões. O escritório de advocacia Lewandowski, gerido pela família do ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski, também está na lista com R$ 6,1 milhões recebidos desde novembro de 2023, mesmo após Ricardo ter deixado a sociedade em janeiro de 2024.

O valor total chega a R$ 12 milhões para a empresa de Bonnie Bonilha, nora do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula. Outro grande beneficiário é o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, que recebeu R$ 80,2 milhões entre 2024 e 2025.

Ainda no contexto dos repasses, Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda de Temer, recebeu R$ 8 milhões. O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD-PR), e seu pai, o apresentador Ratinho, também estão envolvidos com R$ 24 milhões recebidos por seus grupos empresariais, sendo R$ 21 milhões para a Massa Intermediação e R$ 3 milhões para a Gralha Azul Empreendimentos e Participações.

Os lideres do União Brasil também estão entre os citados. O ex-prefeito ACM Neto recebeu R$ 5,45 milhões pela A&M Consultoria Ltda. Já o presidente Antônio Rueda obteve R$ 6,4 milhões do Banco Master, enquanto Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação de Bolsonaro, teve R$ 3,8 milhões para sua empresa. O ex-ministro Ronaldo Bento também teve seus serviços remunerados em R$ 6,2 milhões.

Wajngarten afirmou à CNN que conheceu Daniel Vorcaro, do Banco Master, no primeiro semestre de 2025. Ele destacou que faz parte da equipe de defesa de Vorcaro, com cláusulas de confidencialidade que impossibilitam a divulgação de detalhes sobre o acordo. Wajngarten ressalta que não ocupa mais nenhum cargo público desde 2019.

Contexto

A CPI do Crime Organizado investiga as conexões entre financiamento de campanhas políticas e atividades criminosas, buscando maior transparência nas transações financeiras da política nacional.

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