Ex-procurador do INSS busca delação sobre fraudes no órgão
Virgílio de Oliveira Filho, preso, apresenta proposta à PF

O ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, está negociando um acordo de delação premiada com a Polícia Federal enquanto permanece detido na Superintendência da PF em Curitiba, Paraná.
✨ Oliveira Filho já admitiu crimes e apresentou uma lista de delações potenciais.
Desde sua prisão em novembro do ano passado, ele se tornou uma figura central nas investigações sobre as fraudes no INSS, conforme revelado pela Operação Sem Desconto. A proposta de delação que ele entregou inclui diversos anexos com informações que podem implicar um esquema de irregularidades dentro do órgão.
O material será analisado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que já é responsável por outras investigações relacionadas ao INSS. O acordo só será homologado após análise da Procuradoria-Geral da República.
Relação com outros investigados
Um parceiro em investigações, o empresário Maurício Camisotti, já assinou um acordo similar e aguarda homologação. Camisotti é suspeito de estar vinculado a entidades que realizaram descontos irregulares em benefícios do INSS, o que mostra a complexidade do esquema.
Conexões com o Banco Master
Entre os tópicos que Oliveira Filho pretende delatar, destaca-se o Banco Master, acusado de fraudar empréstimos consignados. A investigação revela que foi introduzida uma medida provisória, mencionada como 'MP do Master', que favoreceu esse banco na concessão de contratos de empréstimo com descontos diretos do INSS.
✨ O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, também está envolvido em investigações semelhantes e foi preso na Operação Compliance Zero.
As ações da PF resultaram na prisão de Virgílio de Oliveira Filho em novembro de 2025, quando foi descoberto que ele havia recebido R$ 11,9 milhões, através de transações obscuras de empresas ligadas a associações investigadas.
Consequências para a família e outros suspeitos
A esposa de Oliveira Filho, a médica Thaísa Hoffmann, também foi detida e atualmente cumpre prisão domiciliar. Além deles, outros oito indivíduos foram presos na mesma operação, incluindo ex-alto escalão do INSS, que enfrenta graves acusações.
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