Alfredo Gaspar propõe prisão de Lulinha na CPMI do INSS
Votação do relatório está prevista para esta sexta-feira, 27 de outubro

O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social, deputado Alfredo Gaspar, solicitou em seu relatório final a prisão preventiva de Fabio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República.
Antes de avançar, o relatório ainda precisa ser aprovado pela comissão, o que está agendado para a tarde de hoje (27).
Andamento das Investigações
A CPMI enfrenta dificuldades para investigar possíveis 'mesadas' e custos de viagens que atribuíram ao empresário Antônio Camilo Antunes, designado como 'careca do INSS', reconhecido como um dos principais operadores do esquema.
✨ As alegações de proximidade de Lulinha com os empresários estão no parecer do relator.
"A saída do país no momento preciso da deflagração da operação ostensiva configura fundado receio de que o indiciado busque subtrair-se à incidência da lei penal
Contexto
Lulinha não é formalmente investigado pela Polícia Federal, mas é mencionado em apurações.
A defesa de Lulinha descarta qualquer participação em ações ilegais, apesar de seu nome ter surgido nas operações de busca realizadas contra a empresária Roberta Luchsinger no final do ano passado.
O relator Gaspar também pediu o indiciamento de Lulinha e mais 216 indivíduos, acusando-os de crimes como tráfico de influência e organização criminosa.
- 1Tráfico de influência
- 2Lavagem ou ocultação de bens
- 3Organização criminosa
- 4Partícipe em corrupção passiva
Embora uma comissão de inquérito não tenha poder de indiciar pessoas diretamente, pode recomendar ações à Procuradoria-Geral da República.
A CPMI, instalada em 20 de agosto, tem prazo definido até o dia 28, e seu relatório, que contém 4.340 páginas, abrange diversas frentes investigativas.
Há também uma recomendação para que a Polícia Federal aprofunde investigações onde a CPMI não conseguiu progredir.
Por fim, há discussões sobre um relatório alternativo pela base governista, com divergências sobre os pedidos de indiciamento.
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