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política
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Alfredo Gaspar propõe prisão de Lulinha na CPMI do INSS

Votação do relatório está prevista para esta sexta-feira, 27 de outubro

Gabriel Rodrigues27 de março de 2026 às 13:20
Alfredo Gaspar propõe prisão de Lulinha na CPMI do INSS

O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social, deputado Alfredo Gaspar, solicitou em seu relatório final a prisão preventiva de Fabio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República.

Antes de avançar, o relatório ainda precisa ser aprovado pela comissão, o que está agendado para a tarde de hoje (27).

Andamento das Investigações

A CPMI enfrenta dificuldades para investigar possíveis 'mesadas' e custos de viagens que atribuíram ao empresário Antônio Camilo Antunes, designado como 'careca do INSS', reconhecido como um dos principais operadores do esquema.

As alegações de proximidade de Lulinha com os empresários estão no parecer do relator.

"

A saída do país no momento preciso da deflagração da operação ostensiva configura fundado receio de que o indiciado busque subtrair-se à incidência da lei penal

Alfredo Gaspar

Contexto

Lulinha não é formalmente investigado pela Polícia Federal, mas é mencionado em apurações.

A defesa de Lulinha descarta qualquer participação em ações ilegais, apesar de seu nome ter surgido nas operações de busca realizadas contra a empresária Roberta Luchsinger no final do ano passado.

O relator Gaspar também pediu o indiciamento de Lulinha e mais 216 indivíduos, acusando-os de crimes como tráfico de influência e organização criminosa.

  • 1Tráfico de influência
  • 2Lavagem ou ocultação de bens
  • 3Organização criminosa
  • 4Partícipe em corrupção passiva

Embora uma comissão de inquérito não tenha poder de indiciar pessoas diretamente, pode recomendar ações à Procuradoria-Geral da República.

A CPMI, instalada em 20 de agosto, tem prazo definido até o dia 28, e seu relatório, que contém 4.340 páginas, abrange diversas frentes investigativas.

Há também uma recomendação para que a Polícia Federal aprofunde investigações onde a CPMI não conseguiu progredir.

Por fim, há discussões sobre um relatório alternativo pela base governista, com divergências sobre os pedidos de indiciamento.

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