Fachin critica CPI que indiciou ministros do STF
Presidente do STF defende autonomia dos Poderes em nota

Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou sua desaprovação em relação ao relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, que recomendou o indiciamento de ministros do tribunal e do procurador-geral da República.
A comissão decidiu na última terça-feira, dia 14, rejeitar o parecer apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Fachin enfatizou em sua declaração que a atuação de CPI é legítima quando respeita os limites constitucionais e o tema para o qual foi criada.
✨ Fachin alerta para os riscos de desvios de finalidade das comissões, que podem comprometer a democracia e os direitos fundamentais.
O presidente do STF destacou: 'Desvios de finalidade temática dessas Comissões, todavia, enfraquecem os pilares democráticos e ameaçam os direitos fundamentais de qualquer cidadão.' Ele reforçou a importância de respeitar a independência dos Poderes.
Além disso, Fachin expressou solidariedade a Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que foram menções no relatório criticado. Ele afirmou que o STF permanecerá firme em sua função de preservar a Constituição e os direitos democráticos.
"'O Supremo Tribunal Federal reafirma que seguirá firme em sua missão de guardar a Constituição e proteger as liberdades democráticas.'
A votação continua polarizada, com a CPI rejeitando o relatório de Vieira por 6 votos a 4, refletindo a complexidade das tensões políticas atuais.
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