Inquérito investiga arma de Bolsonaro achada com militar em blitz
Ação ocorre após apreensão de pistola registrada em nome do ex-presidente

A Polícia Civil do Distrito Federal instaurou um inquérito para investigar a situação de uma arma registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, encontrada com um militar durante uma operação de blitz na capital.
A apreensão ocorreu na noite de segunda-feira, 15, em Taguatinga, quando um sargento da PM-DF abordou o sargento do Exército, Estácio Leite da Silva Filho, que afirmou fazer parte do Gabinete de Segurança Institucional e que a arma lhe era necessária para o exercício de sua função.
Durante a abordagem, Estácio não apresentou o registro da pistola, uma Glock de 9mm, uma irregularidade que chamou a atenção do policial. A investigação revelou que o veículo utilizado por Estácio era oficial da Presidência da República.
✨ Estácio alegou que a arma pertencia ao ex-presidente e que a tinha em seu poder para manutenção.
Na delegacia, o militar explicou que retirou a arma para reparos após identificar uma falha. Ele percebeu a falha no dia 15 de junho e mencionou que a pistola seria devolvida prontamente após o conserto.
A defesa de Bolsonaro, em manifestação ao ministro Alexandre de Moraes, explicou que o ex-presidente possuía o armamento de forma regular, mas que medicações psiquiátricas que ele vinha fazendo uso poderiam ter afetado sua capacidade de decisão, levando sua equipe a retirar o percussor da pistola, tornando-a inoperante.
Os advogados enfatizaram que a entrega da arma a Estácio era apenas para manutenção e que não houve qualquer determinação judicial que exigisse a entrega das armas de Bolsonaro, portanto, não haveria ilegalidade no porte.
No momento, o ex-presidente segue em prisão domiciliar temporária, que deve ser revisada por Moraes ainda este mês, levando em conta a conduta de Bolsonaro.
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