Polícia apreende arma de ex-presidente Bolsonaro em blitz no DF
Ministro cobra explicações sobre situação do armamento

Durante uma operação da Polícia Militar em Taguatinga, no Distrito Federal, foi apreendida uma pistola registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, gerando um novo capítulo em sua situação legal.
O armamento estava no veículo de um militar vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e a ocorrência foi anexada ao processo em que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por questões de saúde.
✨ O ministro Alexandre de Moraes exigiu que a defesa de Bolsonaro se pronuncie em 24 horas sobre o caso.
A abordagem ocorreu nesta segunda-feira, 15, em uma blitz de fiscalização de bafômetro, onde um Honda Civic conduzido por Estácio Leite da Silva Filho foi parado pelos policiais.
Durante a revista, os agentes encontraram uma pistola Glock de calibre 9 mm no assoalho do carro, acompanhada de um carregador extra. Após verificar pelo Sistema de Gerenciamento Militar de Armas do Exército, confirmaram que a arma pertence a Bolsonaro.
A pistola foi recolhida e o motorista encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos, sendo liberado posteriormente.
Em seu depoimento, o oficial afirmou que recebeu a arma de Bolsonaro para realização de reparos, alegando que a pistola apresentava problemas técnicos. Ele também disse que retirou a arma em 15 de junho e planejava devolvê-la no dia seguinte.
As circunstâncias de como a arma foi entregue ao militar ainda precisam ser apuradas. A 17ª Delegacia de Polícia será responsável pela investigação do incidente.
Moraes exigiu esclarecimentos sobre a presença da arma, a manutenção em sua residência e a solicitação de reparo logo antes do término do prazo de 90 dias da prisão domiciliar. Também foram solicitadas informações sobre as medidas de segurança designadas ao ex-presidente.
O ministro questionou se a ordem judicial que permite revistas nos veículos que deixam a residência de Bolsonaro está sendo rigorosamente respeitada, incluindo os carros oficiais, além de confirmar se os celulares dos guardas do GSI permanecem fora da residência.
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