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Justiça
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Missionário é preso após agredir filho de 3 anos em Viamão

Criança está internada em estado grave na UTI.

Gabriel Rodrigues07 de julho de 2026 às 12:05
Missionário é preso após agredir filho de 3 anos em Viamão

Um missionário norte-americano de 33 anos foi detido em Viamão, no Rio Grande do Sul, após confessar ter agredido seu filho de três anos. O garoto se encontra gravemente ferido e está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Pronto Socorro, em Porto Alegre.

As agressões ocorreram no último domingo, na residência da família, localizada na zona rural do distrito de Águas Claras. O homem declarou à polícia que perdeu a calma porque a criança não o cumprimentou com um 'bom dia'.

Circunstâncias da Agressão

A delegada Luana Medeiros, responsável pela investigação, afirmou que o suspeito confessou ter desferido socos no tórax e abdômen da criança, além de ter batido a cabeça dele contra o chão. Na hora da agressão, a mãe estava em outro cômodo e não assistiu ao ocorrido.

Após o ataque, o pai entregou a criança à mãe e os dois buscaram atendimento médico em Viamão. A equipe médica, ao avaliar o estado do menino, imediatamente acionou a Brigada Militar pela gravidade das lesões.

O homem agora enfrenta uma acusação de tentativa de homicídio duplamente qualificado, devido ao motivo fútil e por se tratar de uma vítima menor de 14 anos.

A família reside no Brasil há nove anos e mudou-se para Viamão há cerca de seis meses. O casal tem outros filhos, todos nascidos no país, e a mãe é oriunda do Japão.

Além do caso atual, a Polícia Civil apurou indícios de um histórico de violência doméstica. Em seu depoimento, a mãe mencionou que o marido já havia exibido comportamentos agressivos anteriormente. Os outros filhos foram encaminhados para avaliação a fim de investigar possíveis maus-tratos.

Medidas Protetivas

A delegada solicitou medidas protetivas conforme a Lei Henry Borel para proteger as crianças da família.

A Polícia Civil ainda está em cooperação com forças de segurança de outros estados para verificar a possibilidade de registros prévios de violência ou intervenções do Conselho Tutelar nas localidades onde a família havia residido.

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