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Justiça
2 min de leitura

Iranianos acusados de tráfico internacional de cocaína seguem presos

Investigação revela esquema sofisticado de tráfico com destino a Dubai

Tiago Abech05 de junho de 2026 às 14:55
Iranianos acusados de tráfico internacional de cocaína seguem presos

Dois cidadãos iranianos, Saeid Sabouri e Nima Kenareifard, permanecem detidos após serem acusados de integrar uma organização criminosa de tráfico internacional de cocaína, cujo destino principal é o Oriente Médio, especialmente Dubai.

Detidos em flagrante em 12 de maio, os suspeitos foram encontrados com cerca de 180 kg de cocaína disfarçados em sacos de café em um galpão em Santos. A Justiça Federal decidiu manter sua prisão preventiva nesta quarta-feira (3), rejeitando pedidos de liberdade por parte das defesas.

Operação Complexa e Intercontinental

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Federal, a maneira como os entorpecentes foram escondidos e o planejamento de uma rota internacional apontam para uma organização criminosa bem estruturada e capaz de operar no tráfico em larga escala.

A investigação revela uma sofisticada organização criminosa com ligações internacionais.

Contexto da investigação

Após meses de investigação direcionados a um indivíduo suspeito de conexões com redes de tráfico entre o Brasil e o Oriente Médio, os policiais civis observaram movimentações suspeitas no galpão, culminando na apreensão do entorpecente.

  • 1Saeid Sabouri, 52 anos, e Nima Kenareifard, 25, foram presos no galpão.
  • 2A droga estava escondida em 178 tabletes misturados a sacos de café.
  • 3As prisões foram convertidas em preventivas pela Justiça Federal.

Desdobramentos Legais

O caso foi inicialmente registrado na Justiça Estadual, mas a competência foi transferida para a Justiça Federal devido à natureza internacional do tráfico. Em audiência, o MPF defendeu a manutenção da prisão preventiva, argumentando que a quantidade de droga e a forma de acondicionamento indicavam crime organizado.

A defesa contestou a decisão, alegando que Kenareifard reside no Brasil há mais de seis anos e que Sabouri possui situação migratória regular. Mesmo assim, todos os pedidos de liberação foram negados, e os elementos apresentados pelos advogados não foram suficientes para afastar o risco de fuga.

Ambos os suspeitos continuam detidos no Centro de Detenção Provisória de São Vicente, enquanto o inquérito policial avança. O caso mantém-se sob investigação pela Polícia Federal em Santos.

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