A operação investiga fraudes fiscais e relações inadequadas entre executivos e fiscais tributários.

Luciene Petroni Castro Neves, responsável pela gestão tributária do Carrefour, tornou-se alvo da 'Operação Fisco Paralelo', realizada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. A operação, que aconteceu na manhã de quinta-feira, busca desmantelar um esquema envolvendo corrupção e fraudes fiscais no estado.
Investigações indicam que Luciene mantinha um contato frequente com Artur Gomes da Silva Neto, auditor fiscal de rendas, que foi identificado como peça-chave da corrupção. O MP divulga que esse relacionamento resultou em condutas impróprias, como o auxílio do fiscal em solicitações de ressarcimento do ICMS-ST.
"As ações deles foram descritas como 'absolutamente inadequadas' para um auditor público.
✨ O Carrefour teria recebido benefícios tributários indevidos, resultantes de contato estreito entre executivos e funcionários públicos.
A operação é um desdobramento da 'Operação Ícaro', que visava o empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma. A investigação revelou práticas que manipulavam processos fiscais para aumentar o crédito de ICMS a empresas em troca de vantagens ilícitas.
Outras empresas de grande porte, como Kalunga e Casas Bahia, também estão sob o olhar do MP. A CNN Brasil entrou em contato com as organizações para obter esclarecimentos, mas ainda aguarda respostas.
"A Companhia permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar integralmente com eventuais investigações.
✨ A Secretaria da Fazenda de São Paulo também afirmou que está colaborando com as investigações e que vários procedimentos administrativos estão em andamento para averiguar a conduta de seus servidores.
A Secretaria enfatiza seu compromisso com a ética e a justiça fiscal, destacando que até 33 procedimentos administrativos podem resultar em sanções, incluindo demissão de funcionários envolvidos.
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