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Justiça
2 min de leitura

Luciene Petroni Castro Neves é investigada em esquema de corrupção no Carrefour

A operação investiga fraudes fiscais e relações inadequadas entre executivos e fiscais tributários.

Gabriel Rodrigues26 de março de 2026 às 15:05
Luciene Petroni Castro Neves é investigada em esquema de corrupção no Carrefour

Luciene Petroni Castro Neves, responsável pela gestão tributária do Carrefour, tornou-se alvo da 'Operação Fisco Paralelo', realizada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. A operação, que aconteceu na manhã de quinta-feira, busca desmantelar um esquema envolvendo corrupção e fraudes fiscais no estado.

Contato com auditor fiscal

Investigações indicam que Luciene mantinha um contato frequente com Artur Gomes da Silva Neto, auditor fiscal de rendas, que foi identificado como peça-chave da corrupção. O MP divulga que esse relacionamento resultou em condutas impróprias, como o auxílio do fiscal em solicitações de ressarcimento do ICMS-ST.

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As ações deles foram descritas como 'absolutamente inadequadas' para um auditor público.

O Carrefour teria recebido benefícios tributários indevidos, resultantes de contato estreito entre executivos e funcionários públicos.

Contexto da Operação

A operação é um desdobramento da 'Operação Ícaro', que visava o empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma. A investigação revelou práticas que manipulavam processos fiscais para aumentar o crédito de ICMS a empresas em troca de vantagens ilícitas.

Outras empresas de grande porte, como Kalunga e Casas Bahia, também estão sob o olhar do MP. A CNN Brasil entrou em contato com as organizações para obter esclarecimentos, mas ainda aguarda respostas.

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A Companhia permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar integralmente com eventuais investigações.

A Secretaria da Fazenda de São Paulo também afirmou que está colaborando com as investigações e que vários procedimentos administrativos estão em andamento para averiguar a conduta de seus servidores.

A Secretaria enfatiza seu compromisso com a ética e a justiça fiscal, destacando que até 33 procedimentos administrativos podem resultar em sanções, incluindo demissão de funcionários envolvidos.

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