Moraes impõe prazo à CGU sobre investigações de joias de Bolsonaro
Controle sobre a solicitação de provas envolve ex-presidente e investigações em curso

Nesta sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, estipulou um prazo de cinco dias para a Controladoria-Geral da União (CGU) apresentar esclarecimentos sobre um pedido para acessar provas relacionadas a investigações que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em sua solicitação, a CGU indicou estar realizando uma apuração interna sobre a entrada irregular de joias, que foram doadas pela Arábia Saudita durante a presidência de Bolsonaro. O pedido da CGU inclui o envio de informações pertinentes a três investigações atualmente em andamento no STF, que abordam temas como as joias, as milícias digitais e o vazamento de dados sigilosos relacionados a um ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral.
✨ Moraes exigiu informações adicionais da CGU, destacando que os fundamentos apresentados não eram suficientes para justificar o pedido.
A CGU destacou que não precisa de toda a documentação, mas apenas dos documentos relevantes para o avanço de suas investigações. Contudo, Moraes repreendeu a falta de clareza na fundamentação do pedido, solicitando que a CGU explique a relevância e necessidade das informações requisitadas.
Dentre os arquivos que a CGU espera receber estão diálogos do WhatsApp entre Mauro Cid, tenente-coronel e ex-auxiliar de Bolsonaro, e suas conversas com o coronel Marcelo Câmara, assim como chats sobre as joias entre Cid e seu pai, o general Lourena Cid. A CGU argumentou que esses elementos são essenciais para concluir a análise do caso e garantir a responsabilização dos agentes públicos envolvidos.
Vale lembrar que, em março, a Procuradoria-Geral da República havia solicitado o arquivamento do inquérito relacionado ao desvio das joias sauditas. Posteriormente, Moraes determinou que a PGR revisasse o relatório final da Polícia Federal sobre o advogado Frederick Wassef.
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