MP acusa ex-prefeito Kalil de improbidade por pesquisa eleitoral
Ministério Público busca condenação por irregularidades em contratos

O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) decidiu realizar uma ação judicial contra o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, por suposta improbidade administrativa relacionada a uma pesquisa eleitoral que teria sido financiada por uma agência de publicidade com contratos ativos na Prefeitura.
A Promotoria pede o ressarcimento de R$ 103,5 milhões, valor correspondente aos contratos da referida agência, que, segundo denúncias, financiou uma pesquisa de R$ 60 mil em prol de Kalil visando sua eleição ao governo de Minas Gerais em 2022. A alegação é de que o pagamento teria como objetivo garantir a renovação dos contratos de publicidade entre a agência e o município.
✨ Após investigações, outros envolvidos no caso, incluindo ex-secretários e o dono da agência, firmaram acordos de delação.
A denúncia foi entregue à Justiça na última terça-feira (19) e se baseia em evidências compresas de mensagens de WhatsApp, áudios e outros arquivos digitais que indicariam a articulação para a contratação da pesquisa e a pressão sobre o empresário para que financiasse o levantamento.
Além da condenação de Kalil, o Ministério Público solicita a suspensão de seus direitos políticos por até 14 anos, aplicação de multa civil e a apreensão de bens considerados adquiridos de maneira ilícita.
Kalil, por sua vez, rejeita qualquer irregularidade e afirma que a investigação criminal foi encerrada sem a identificação de qualquer crime. Sua defesa argumenta que não existem provas que comprovem sua participação direkta nas ações investigadas.
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