Ação pede 120 milhões por danos morais coletivos

O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) entrou com uma ação civil pública contra a influenciadora Virgínia Fonseca e a plataforma de apostas Blaze, apontando práticas abusivas na divulgação de apostas esportivas e a consequente solicitação de 120 milhões de reais por danos morais coletivos.
Essa iniciativa surgiu a partir de um inquérito conduzido pela 1ª Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos do Consumidor (Prodecon), após receber várias denúncias de consumidores sobre retenção de valores, bloqueio de contas e justificativas inadequadas por parte da plataforma.
O MPDFT, após analisar um relatório com cerca de 42 mil reclamações, decidiu se cadastrar na Blaze para monitorar a comunicação feita aos usuários. Foi constatado que os e-mails promocionais continham linguagem persuasiva e criavam um senso de urgência, enquanto detalhes importantes sobre as ofertas eram apresentados de forma menos evidente.
✨ As práticas violam uma portaria do Ministério da Fazenda que proíbe vantagens financeiras para atrair apostadores.
A promotoria também menciona que a Blaze tem parcerias com influenciadores de renome, incluindo Virgínia e o jogador Neymar Jr. Esse tipo de marketing intensifica o alcance das apostas e pode explorar vulnerabilidades financeiras dos consumidores.
Uma das situações destacadas na ação ocorreu durante a Copa do Mundo, quando Virgínia Fonseca compartilhou uma aposta na vitória da seleção de Cabo Verde contra a Argentina - um palpite que se mostrou errado, resultando em perdas para aqueles que a seguiram sem a devida advertência sobre a natureza publicitária da postagem.
A ação também observa que Virgínia poderia receber 30% das perdas dos apostadores que foram atraídos por suas recomendações.
O promotor Paulo Binicheski ressalta que a questão vai além da publicidade inadequada; trata-se de um problema de saúde pública, já que a promoção de apostas pode contribuir para a ludopatia, levando a prejuízos financeiros severos.
Entre as solicitações do MPDFT estão a suspensão de cláusulas que liguem remunerações a perdas de apostadores e a remoção de conteúdos publicitários de Virgínia, que prometam ganhos irreais. O descumprimento poderia resultar em multas diárias de até 1 milhão de reais para a Blaze e 500 mil reais para a influenciadora.
Reportagens adicionais da CartaCapital tentaram contato com representantes de Virgínia Fonseca e da Blaze para obter comentários sobre a ação, prometendo atualizações caso haja resposta.
Anuncie aqui e apareça pra quem já está lendo.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Justiça
Fale agora no WhatsApp e coloque sua empresa em destaque.
Espaço em destaque pronto pra sua empresa. Chama no WhatsApp.

Ação apura descontos irregulares em salários de servidores públicos

Decisão visa proteger saúde pública e credibilidade da Fiocruz

Sentença se deu após consumidora esperar um ano por reembolso de compra não entregue.

Decisão investiga irregularidades na licitação de iluminação em São Paulo
Fale agora no WhatsApp e coloque sua empresa em destaque.